O Líbano tem sido um país castigado pelo alastramento da mais recente crise do Médio Oriente. Parece não haver paz possível para o mesmo. Os recentes ataques recordaram-nos o que vimos em 2015.
“Revisão da matéria dada”: em 1958 ouvimos pela primeira vez esta frase no Liceu Jaime Moniz proferida pelo nosso professor de português Dr. Alfredo Ferreira de Nóbrega. Hoje o Funchal Notícias recorda o que escrevemos em artigo de opinião a 29 de Setembro de 2024: “Líbano tem de se libertar do Hezbollah para ser um país credível”. Recordamos o que publicámos, então, em diversas reportagens em Março de 2015 a primeira das quais se intitulou “Beirute, a Cidade que Recusa Desaparecer ” pode consultá-la link https://funchalnoticias.net/2015/03/21/beirute-a-cidade-que-recusa-desaparecer/
Em 2006 Israel atacou o Líbano e deixou Beirute numa cidade destruída. Ainda conseguimos fotografar vestígios dos ataques bem visíveis em edifícios.
O governo libanês em 18 anos reconstruiu uma nova Beirute graças a um plano arrojado de reconstruir o centro de Beirute tentando fazê-la voltar adquirir o estatuto de ” Paris do Oriente”. Para tal chamaram os melhores arquitectos do mundo. Nasceram novos arranha-céus e hotéis de luxo, marinas, avançou-se em escavações arqueológicas, projecto esse que durou 22 anos. Era como um “novo Dubai”.
Depois de constantes bombardeamentos ontem sofreu o maior destruição da sua história, nesta urbe. Ao vermos as imagens hoje nos telejornais achámos pertinente revisitar a reportagem de Março de 2015 e a nossa aventura. A história de Beirute é muito antiga. O seu nome aparece em inscrições que datam de 14 a.C.
Destruição causada pelo mais recente ataque israelita
Era uma cidade fenícia na antiguidade. Em 1920 os franceses designaram a cidade como capital do Líbano e o pais só se libertou da França em 1943, quando foi declarada a independência. A arquitectura e a língua absorveram muitos elementos da cultura francesa. Houve uma guerra civil que durou 15 anos, de 1975 a 1990.
Após 16 anos de calma, veio a guerra com Israel em Julho de 2006 um ataque de 34 dias que devastou Beirute, em 14 de Fevereiro de 2005, o primeiro ministro Rafi Hariri foi morto com outras pessoas, quando uma carga de explosivos foi detonada na passagem da sua comitiva para o hotel Saint George’s.
Beirute é uma cidade que sobreviveu a tantas destruições, que merece ser chamada de cidade que se recusa a desaparecer.
Quantos será preciso para voltar erguer Beirute?
Voltamos a publicar as fotos que registámos de locais hoje reduzidos a escombros.
Foi este o cenário que encontrámos em 2015. Agora Beirute está destruída. Mas esta é uma cidade linda. Os libaneses têm mesmo de de se libertar do movimento terrorista para que o Líbano seja um país totalmente e politicamente credível.