O PCP realizou, ao longo da tarde de hoje, uma jornada de contacto com trabalhadores e utentes do Serviço Regional de Saúde, junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, para denunciar o desvio de dinheiros públicos que deveriam estar afectos ao Serviço Regional de Saúde, para o sector privado.
No decorrer da iniciativa, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, afirmou que “o Governo Regional volta a utilizar o Orçamento Regional para garantir financiamento aos que lucram com o negócio da doença, em vez de assegurar a defesa efectiva do Serviço Regional de Saúde”.
A análise das verbas públicas destinadas à saúde revela que o IASAÚDE – Instituto de Administração da Saúde, responsável pela celebração de protocolos e convenções com entidades privadas do sector, apresenta uma dotação orçamental 32% superior à do SESARAM, entidade que assegura o serviço público de saúde na Região. Esta realidade traduz, um crescente desvio de recursos públicos para interesses privados.
O partido diz que esta situação se agrava pelo insuficiente investimento no SESARAM, o que leva ao encaminhamento de utentes para o sector privado, com custos mais elevados tanto para os próprios como para o erário público. As listas de espera para cirurgias e outros actos médicos são apontadas como um dos fatores que contribuem para essa transferência de doentes.
Quem nunca ouviu diz o seguinte: se for para ter um consulta ou fazer um cirurgia no sector Público da Saúde pode demorar anos, mas se for para o privado é muito mais rápido?, interrogam-se os comunistas.
Ricardo Lume destacou ainda que “quando está comprovado o papel insubstituível do Serviço Regional de Saúde na garantia do direito à saúde, o Governo Regional opta por canalizar recursos públicos para reforçar os lucros dos grupos privados, em vez de investir no serviço público e dar resposta às necessidades da população”.
O PCP defende que as verbas actualmente direcionadas para o sector privado devem ser canalizadas para o reforço do SESARAM, nomeadamente através da valorização das carreiras e remunerações dos profissionais de saúde, da contratação dos recursos humanos necessários e do investimento nos meios indispensáveis à redução das listas de espera e à garantia do acesso a medicamentos.
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