
A peça escolhida para o mês de abril, pelo Núcleo Museológico “O Lyceu”, em evocação do Dia Mundial da Terra (22 de abril), é um globo físico terrestre produzido na Alemanha de Leste em meados do século XX. Elaborado para o ensino secundário de Geografia, este mundo em miniatura foi concebido por Arthur Krause e produzido pela casa Räth, em Leipzig, com impressão da VEB Hermann Haack, em Gotha.
Este globo preserva um modo de representar e compreender o mundo característico do século XX. No ensino liceal, objetos deste tipo ajudavam a interpretar a Terra como corpo esférico, a relacionar latitudes e climas, a localizar continentes, oceanos e grandes unidades de relevo, bem como a estimar distâncias. Em articulação com mapas murais e atlas, contribuíam para construir uma visão estruturada do planeta.
A paleta cromática destaca sobretudo a geografia física: planícies, montanhas e oceanos surgem em contraste marcado. As cadeias montanhosas elevam‑se em relevo, os grandes rios atravessam os continentes, e as cidades assinalam pontos de encontro entre rotas, histórias e pessoas.
O globo reflete igualmente o contexto político da Guerra Fria, visível nas fronteiras, nas designações de países e nos percursos geográficos que, entretanto, se transformaram.
Hoje, esta peça permite comparar passado e presente e observar como o espaço geográfico é um espaço de mudança, convidando à reflexão sobre a responsabilidade de conhecer, preservar e cuidar da nossa casa comum.
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Ficha Técnica:
Abril: Globo terrestre
Datação: Meados do século XX
Fotografia: Lília Castanha
Pesquisa e texto: Lília Castanha
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