Obras da nova marina do Funchal já têm desenhos nas paredes

Rui Marote
Estepilha: nasceu uma pintura de um escafandrista na promenade da marina.
O artista quis deixar a sua marca no paredão que limita o espaço que circunscreve a cobertura dos espaços comerciais.
A imagem de um escanfrandrista marca o modeio para que novos autodidatas possam dar continuidade e brevemente possamos ter um mural em toda a extensão cheio de pinturas.
A pintura nas marinas e portos é uma tradição profunda que mistura superstição, identidade e segurança. Deixar um mural na parede da marina é considerado um amuleto para garantir uma viagem segura e retorno ao porto. Além do mais, as pinturas funcionam como um registro dos navegadores que passaram por aquele local criando um “diário” visual nas paredes das marinas e dos portos. O Estepilha não tem nada contra os artistas de rua e a pintura do” bonequinho envergando um escafandro” até está bonitinha… O local é que não será porventura o melhor.
A arte urbana transforma espaços degradados, o que não é este caso, e com aspecto de abandono em galerias de céu aberto, conferindo-lhes uma nova vida e interesse visual. Ora, o Funchal tem imensos prédios degradados e devolutos para pintar: seria uma forma de protesto contra negligência imobiliária, a especulação e a falta de uso de espaços públicos.
Mas as obras de requalificação da marina (seca) já são um ponto de atracção que não necessita dessa intervenção cultural. Estepilha “quem tem olhos para
ver, que veja”… e encaminhe este tipo de intervenção para uma área mais apropriada.

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