PCP-M denuncia discriminação das mulheres no trabalho

O PCP afirmou hoje que as mulheres continuam a ser discriminadas negativamente no mundo laboral, uma realidade que é particularmente agravada na Região Autónoma da Madeira.

“Quantas vezes, em entrevistas de trabalho, é perguntado a uma mulher se pretende engravidar ou constituir família? E quantas vezes a mesma pergunta é feita a um homem? Quantas vezes mulheres que exercem o seu direito à parentalidade veem o seu contrato de trabalho não renovado quando chega ao seu termo?”, questionam os comunistas.

Enquanto trabalhadoras, cidadãs e mães, as mulheres enfrentam pesados sacrifícios no seu dia a dia, assistindo à retirada de direitos, a limitações à sua emancipação e autonomia, bem como à negação de projectos, sonhos e perspectivas de futuro, refere-se.

Na Região Autónoma da Madeira, os números da estatística refletem o agravamento desta realidade e demonstram que as mulheres trabalhadoras são as mais afectadas pela instabilidade e pela precariedade laboral. Em 2025, 46,8% dos trabalhadores com contrato a termo na região eram mulheres; 57,3% das pessoas desempregadas eram mulheres; 70% das situações de subemprego são reportadas a mulheres, assim como 68,5% dos contratos a tempo parcial.

A luta pela igualdade não se mede em palavras nem em declarações de intenções feitas num momento de “comemoração”. Constrói-se todos os dias, através de ações concretas e de propostas que garantam a igualdade plena. É necessário efectivar direitos não apenas na lei, mas sobretudo na vida de todas as mulheres, combatendo as desigualdades estruturais que persistem na sociedade.

As mulheres não estão condenadas à desigualdade, ao empobrecimento, às discriminações e à violência, refere uma nota.

Sem igualdade plena das mulheres nunca haverá uma sociedade verdadeiramente progressista e democrática.

A luta emancipadora é uma luta das mulheres, mas é também uma luta de todos os que ambicionam uma sociedade sem desigualdades e de verdadeiro progresso, conclui o PCP.


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