PCP denuncia “mentiras” de Albuquerque e do GR aos trabalhadores

O PCP levou hoje a cabo uma acção de contacto com trabalhadores junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, para denunciar “as sucessivas mentiras e  falsas promessas de Miguel Albuquerque e do Governo PSD/CDS aos trabalhadores da Região Autónoma da Madeira”.

Durante a iniciativa, Ricardo Lume, dirigente do PCP, afirmou que o modo de actuação de Miguel Albuquerque assenta na repetição de promessas que ficam por cumprir, particularmente no plano laboral.

Ano após ano, acumulam-se anúncios e compromissos que não se concretizam, enquanto as condições de trabalho se degradam. Trata-se de uma situação insustentável para quem assegura diariamente o funcionamento do Serviço Regional de Saúde, das IPSS e de toda a atividade económica e social da Região, apontam os comunistas.

O PCP sublinha que os trabalhadores e as suas estruturas representativas continuam a lutar pela valorização das carreiras, pela melhoria das condições de trabalho, pela dignificação profissional, pela contratação de mais trabalhadores e pela defesa dos serviços públicos.

Entre os vários exemplos apontados, destaca-se a situação dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, que aguardam há mais de quatro anos pela aprovação do Decreto Legislativo Regional que atualiza a sua carreira. Também os enfermeiros continuam a exigir o cumprimento do compromisso assumido em 2024 pelo Governo Regional para a admissão de 200 novos profissionais, bem como a aplicação da norma que garante a atribuição excepcional de quatro pontos no biénio 2023/2024 a todos os enfermeiros do SESARAM e da EPERAM, sem discriminações.

No sector social, o Governo anunciou que em 2026 estaria em vigor um contrato coletivo de trabalho para os trabalhadores das IPSS, com valorização das carreiras, aumentos salariais e redução do horário de trabalho. Contudo, já no final de fevereiro, esse compromisso continua por cumprir, sem assinatura do contrato e sem perspectiva clara de concretização.

 O dirigente do PCP denunciou que, em múltiplos sectores de actividade, públicos e privados, a falsa promessa tornou-se prática recorrente do Governo Regional. Perante este cenário, os trabalhadores não se podem resignar É necessário combater a política de exploração e empobrecimento que se procura aprofundar, quer através das normas gravosas do chamado pacote laboral, quer pela manutenção de um modelo de governação assente em anúncios que não saem do papel.

Ricardo Lume terminou afirmando que, perante este quadro, é fundamental intensificar a luta e dar expressão ao descontentamento dos trabalhadores face ao rumo de destruição de direitos e à política de falsas  promessas. Nesse sentido, apelou à participação massiva na jornada de luta convocada pelo movimento sindical para o próximo dia 28 de Fevereiro, com concentração às 10h00 na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas, no Funchal.

O PCP entende que a mobilização dos trabalhadores será determinante para afirmar a sua força e unidade na defesa dos direitos, contra a política da mentira, da exploração e do empobrecimento.


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