No âmbito da exposição imPERMANENTE, actualmente patente na Casa da Cultura de Santa Cruz | Quinta do Revoredo, decorre na próxima sexta-feira, pelas 18 horas, uma conversa, aberto ao público, sobre a obra do arquitecto Freddy Ferreira César, tendo como orador Gonçalo Canto Moniz.
Gonçalo Canto Moniz é Professor Associado do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais. Lecciona disciplinas de projecto de Arquitetura e metodologias de investigação. Tem coordenado projectos de investigação sobre regeneração urbana inclusiva e sobre reabilitação de edifícios escolares. Publica sobre arquitectura moderna, ensino da arquitetura, reabilitação de edifícios, projecto participado e regeneração urbana.
“Os projectos de arquitectura de Freddy Ferreira César revelam uma compreensão profunda do território madeirense, sem que isso os remeta para um contextualíssimo acrítico. Cada obra estabelece um diálogo com o sítio onde se implementa que decorre de interpretação da geografia, da história, da botânica ou da própria arquitetura. Trata-se de um processo que oscila entre aspetos racionais e emocionais que convergem para cada projeto de formas muito distintas. Contudo, a Madeira está sempre em conversa com os mestres modernos, que José Freddy conhece profundamente e que de algum modo estão presentes – Louis Kahn, Le Corbusier, Alvar Aalto – através dos temas, do programa, das formas, dos materiais, do desenho. Por fim, os projetos incorporam também uma certa ironia, transformando o aparente minimalismo, num discreto maximalismo”, refere uma nota da Casa da Cultura de Santa Cruz.
Freddy Ferreira César nasceu em Caracas, Venezuela, em 1966. Formado em Arquitetura pela Universidade de Coimbra, consolidou a sua carreira na Região Autónoma da Madeira, onde se distingue por uma abordagem simultaneamente pragmática e criativa. Foi cofundador do atelier Risco A4, no ano 2002, em parceria com a arquiteta Carla Baptista, sendo autor de obras públicas de reconhecida relevância, das quais se destacam o Centro Cívico do Estreito da Calheta (2004) e o Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos (2004). Entre 2010 e 2025, opta por desenvolver a sua atividade em nome individual, tornando-se autor de várias obras premiadas. Entre elas destaca-se o Centro Cultural e de Investigação do Funchal (2024), distinguido com o Prémio de Arquitetura da Madeira e Porto Santo. Este projeto foi valorizado pela forma como reinterpreta o património industrial e urbano, pela elevada qualidade construtiva e pela integração harmoniosa de espaços verdes e públicos. Atualmente, mantém colaboração com o atelier MSB – Macaronesian Studio Base, ampliando a sua atuação no contexto da arquitetura contemporânea atlântica.
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