A presidente do PS-M, Célia Pessegueiro, reafirmou, hoje, a oposição do partido à intenção do Governo Regional de vender o Hospital Dr. Nélio Mendonça, salientando que, depois do investimento de tanto dinheiro público na remodelação da infraestrutura, não faz qualquer sentido e os madeirenses não aceitam que a mesma seja vendida a privados.
Na sequência da reunião da Comissão Regional do PS-M, ocorrida esta manhã, Célia Pessegueiro mostrou-se “totalmente contra” a ideia avançada ontem por Miguel Albuquerque, adiantando que o Grupo Parlamentar socialista já deu entrada na Assembleia Legislativa da Madeira a um projecto de resolução para travar a alienação das actuais instalações e mantê-las como hospital secundário, vocacionado para as valências de reabilitação, cuidados continuados e paliativos, bem como para acolher os casos de altas problemáticas (actualmente são cerca de 250), situações para as quais não há, actualmente, respostas adequadas.
A presidente do PS-M apontou as razões pelas quais o ‘Nélio Mendonça’ não deve ser vendido, a começar pelas intervenções que ali têm vindo a ser feitas.
“Encontramos avultados milhões de euros que têm sido investidos nestes últimos anos, o mais recente dos quais há dois meses, correspondente ao lançamento de um concurso público de 3 milhões de euros com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência para remodelar dois andares do hospital”, exemplificou Célia Pessegueiro, reafirmando que há uma série de alas que têm sido remodeladas e que têm condições para dar resposta aos casos de altas problemáticas, cuidados continuados e paliativos e outras valências que não precisam de estar em contexto hospitalar.
Como salientou, “não faz sentido abrir um novo hospital levando atrás todos os problemas que existem actualmente de falta de organização e de espaço”. Esta é, frisou, a oportunidade de acautelar todas estas situações, libertando o futuro Hospital Central e Universitário para a sua verdadeira função, que é prestar os cuidados hospitalares.
Além da análise da situação política actual, a reunião da Comissão Regional (órgão que é presidido por Emanuel Câmara) ficou também marcada pela eleição do secretário-geral do PS-Madeira – cargo que passa a ser ocupado por Leonardo Santos – e dos três vice-presidentes do Partido, designadamente Sérgio Gonçalves, Mafalda Gonçalves e Avelino Conceição.
Foi igualmente eleito o Secretariado Regional do PS-M, órgão que tem como elementos Bruno Ferreira, Duarte Caldeira Ferreira, Gonçalo Jardim, Gonçalo Leite Velho, Hugo Alexandre Marques, Leonilde Cassiano, Madalena Nunes, Sara Cerdas, Sofia Canha e Tatiana Abreu.
Como evidenciou Célia Pessegueiro, a composição dos órgãos teve em conta critérios de distribuição territorial (com todos os concelhos representados), bem como a garantia do equilíbrio geracional e a representatividade de ambos os sexos.
Como havia sido proposto pela líder dos socialistas, Duarte do Carmo Caldeira Ferreira foi eleito Presidente Honorário do PS-Madeira.
Por fim, foram ainda aprovadas as moções sectoriais apresentadas no XXIII Congresso Regional do PS-M, realizado nos passados dias 10 e 11 de Janeiro.
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