CDS-M não tem candidato preferido às Presidenciais; denuncia postura do governo central no subsídio de mobilidade

O Conselho Regional do CDS-PP Madeira, reunido hoje na Ponta do Sol, decidiu dar liberdade de voto aos seus militantes na segunda volta das eleições presidenciais, a exemplo do que foi feito na primeira volta do passado Domingo.

Assim, para 8 de Fevereiro, não haverá orientação de voto e “cada militante do CDS é livre, de a título pessoal, apoiar o candidato que entende que serve melhor a Autonomia, a Democracia e o progresso de Portugal”.

O Conselho Regional do CDS-PP Madeira diz esperar que os candidatos que passaram à segunda volta sejam claros e inequívocos nas suas posições em matéria de Autonomia, na questão da mobilidade dos madeirenses e portosantenses, no cumprimento do princípio da continuidade territorial e sobre os investimentos, em atraso, do Estado na Região.

O CDS reafirma que os custos de insularidade são custos de soberania e devem ser assumidos pela República e defende que o futuro Chefe de Estado deve ter um forte compromisso com os direitos dos portugueses das Regiões Autónomas.

Por outro lado, o Conselho Regional do CDS Madeira manifesta o seu firme repúdio pelas alterações ao Subsídio de Mobilidade que, em seu entender, são muito lesivas dos direitos dos madeirenses e portosantenses.

“Em vez de facilitar, o Governo da República veio complicar a vida dos portugueses da Madeira e dos Açores, introduzindo burocracia discriminatória e fazendo com que os cidadãos tenham que pagar preços mais altos nas deslocações de ida e volta para o exterior”, constatam os centristas.

O CDS reafirma assim que os madeirenses só devem pagar os 79 euros e os estudantes 59 euros, quando compram as suas viagens para o continente. Só assim se cumpre, plenamente, o princípio da continuidade territorial e os direitos dos portugueses das Regiões Autónomas, inscritos na Constituição.

 


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