Rodrigues pede ao governo central que desbloqueie impasse no porto de Leixões

José Manuel de Sousa Rodrigues – Secretaria Regional da Economia

O secretário regional da Economia pediu, hoje, a intervenção do Ministério das Infraestruturas e Habitação para resolver a questão do abastecimento da Região. Em causa está o acumular de contentores no porto de Leixões devido às mudanças para um novo sistema informático, que obrigou o concessionário da operação portuária (TLC) a fechar as portas à entrada de novos contentores, por falta de espaço.

“É inaceitável o que se está a passar no porto de Leixões com a retenção da carga para a Madeira que põe em causa o abastecimento de bens essenciais e de mercadorias nesta altura do ano”, considera José Manuel Rodrigues.

O governante com a tutela da Economia entende que “o Governo Central deve intervir rapidamente para desbloquear esta situação que é altamente lesiva da economia regional e que prejudica a vida das empresas e das famílias”.

O Terminal de Contentores de Leixões (TLC) emitiu um comunicado onde pode ler-se que “face à situação complexa actualmente verificada no Terminal de Contentores de Leixões (TCL), decorrente do acumular de contentores de importação em parque, já há vários dias, sem que seja recepcionada a sua autorização de saída pelo TCL / Yilport Leixões, e na sequência da entrada em vigor do sistema SiMTeM neste Porto e de várias disfunções e dificuldades em processar as autorizações de saída por parte de todos os intervenientes no processo de desalfandegamento, vimos por este meio informar que nos vimos compelidos a interromper a recepção de contentores de exportação a partir de 23 de Dezembro de 2025”.

Esta decisão põe em causa o normal abastecimento da Madeira, em especial nesta época natalícia. Por isso o secretário regional da Economia apela aos esforços de todas as partes, serviços alfandegários e Governo da República, para que sejam rapidamente encontradas soluções, que acelerem o despacho dos contentores no porto de Leixões, de modo a não prejudicar o normal abastecimento das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.


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