Na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, pelas 17:30, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, terá lugar a apresentação de ‘Insulana’, poema épico sobre o descobrimento da ilha da Madeira, da autoria de Manuel Tomás, publicado, pela primeira vez, em 1635.
A obra será apresentada pela professora Cristina Santos Pinheiro, da Faculdade de Artes e Humanidades, da Universidade da Madeira.
Na sessão, os actores Celina Pereira e António Plácido dirão alguns excertos da epopeia.
A nova edição, com a chancela da Imprensa Académica, é da responsabilidade do historiador Nelson Veríssimo, que escreveu a introdução, atualizou e anotou profusamente o texto e elaborou o glossário e índices. Os textos em latim foram traduzidos por Telmo Corujo dos Reis e os de língua francesa por Thierry Proença dos Santos. As fotografias da capa e guardas do livro são de Ilídio Gonçalves. Pedro Pessoa foi o responsável pelo design gráfico e paginação.
A ‘Insulana’ é um poema épico sobre o descobrimento da Madeira, publicado em 1635, em Antuérpia e Ruão. Nesta epopeia, o Poeta canta os feitos de Zargo, o bem-sucedido povoamento do arquipélago, o devir histórico da sociedade insular e as proezas de muitos madeirenses no Além-Mar.
Manuel Tomás, de ascendência judaica, nasceu em Guimarães no ano de 1585. Deslocou-se para o Funchal em 1610. Aqui se dedicou ao trato mercantil e à atividade literária. Faleceu em 10 de abril de 1665 e foi sepultado no Convento de São Francisco da cidade do Funchal. Manuel Tomás é autor de diversos livros, sendo, porém, a ‘Insulana’, a sua obra mais conhecida. Para os madeirenses e porto-santenses, a ‘Insulana’ é, com as devidas distâncias, ‘Os Lusíadas’ da Região Autónoma da Madeira.
A edição literária de Nelson Veríssimo é destinada a um público de não-especialistas, tendo sido sua preocupação tornar acessível, a um leitor do nosso tempo, uma obra do século XVII, conservando a métrica e a rima. Como refere, na Introdução, Nelson Veríssimo, foi sua preocupação «equilibrar a modernização e a acessibilidade com a preservação do estilo e do tom, mantendo, no máximo, a essência, a musicalidade e a configuração original do texto poético.»
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