JPP insiste na regulação do preço do gás e acusa GR de proteger empresas “dominantes”

Os deputados do Juntos Pelo Povo (JPP) na ALRAM não desarmam e insistem na regulação do preço do gás, à semelhança do que acontece com o gasóleo e a gasolina, medida que o maior partido da oposição considera “essencial” para baixar o custo de vida.

O líder do JPP inclui a regulação do preço do gás num pacote que tem vindo a defender para reduzir o custo de vida, que integra também a redução da carga fiscal (IVA, ISP e IRS) e o regresso da linha marítima por ferry para introduzir concorrência no transporte de mercadorias e desta forma baixar o preço dos bens.

“Um dos objectivos essenciais do JPP é apresentar medidas concretas para baixar o custo de vida da população”, afirmou o secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, num encontro com a comunicação social na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM). “Defendemos a regulação do preço do gás, que tem escapado à fixação do preço máximo, ao contrário da gasolina, gasóleo rodoviário e gasóleo para agricultura e pescas.”

O dirigente da oposição anunciou a apresentação de iniciativas legislativas para reduzir a factura das famílias, de maneira a que o gás seja incluído na lista de produtos petrolíferos sujeitos ao regime de preços máximos, à semelhança dos outros combustíveis.

“Vejamos aqui a prova de como o PSD e o CDS estão a proteger os monopólios: o gasóleo e a gasolina têm os preços regulados na Madeira, mas o gás tem escapado à portaria que fixa os preços máximos. Na Madeira, o regime de preços máximos abrange apenas combustíveis líquidos (gasolina, gasóleo rodoviário, gasóleo para agricultura/pescas)”, frisou.

Élvio Sousa diz que “os madeirenses sabem porque razão o gás butano não está nessa lista, pois a protecção às empresas dominantes é uma característica deste governo”.

“Está na altura de baixar o custo de vida e aumentar o poder de compra dos madeirenses, sujeitos a uma escravatura imposta pelos monopólios com a protecção do poder político”, diz. “Para tal, há que baixar o preço do gás, pois os dados oficiais mostram que no ano de 2024, as famílias e as empresas madeirenses pagaram 3 milhões de euros a mais que os açorianos. Uma garrafa de gás no Açores custa menos 7,35€ que na Madeira, e está mais distante do Continente que a Madeira.”


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