CMF diz que não quis desrespeitar actividade jornalística do FN

A Câmara Municipal do Funchal, tal como a PSP-Madeira, respondeu ao incidente em que o fotojornalista e director adjunto do FN, Rui Marote, foi incomodado indevidamente no exercício do seu direito de captar imagens na via pública.

A situação, recorde-se, envolveu um simples corte de bungavílias frente ao edifício 2000, e um trabalhador da CMF, que não queria ser fotografado, queixou-se a um agente da PSP, que depois desvalorizou a carteira profissional de Rui Marote e exigiu-lhe indevidamente o cartão de cidadão. Como o jornalista não o tinha, chamou um carro-patrulha e gerou-se uma situação caricata que facilmente poderia ter sido evitada.

A PSP já veio lamentar o transtorno. Agora a CMF respondeu ao pedido de informações do Sindicato dos Jornalistas sobre o assunto, através da vereadora Ana Bracamonte, responsável pelos Recursos Humanos.

Diz a mesma que, depois de averiguações internas, se apurou que no dia 16 do corrente mês, um grupo de trabalhadores da CMF, composto por quatro jardineiros e um motorista, procediam ao dito corte de bungavílias com o apoio de um agente da PSP, responsável pela coordenação do trânsito e dos peões.

“O motorista do camião-grua confirmou ter questionado o fotógrafo sobre a razão de estar a tirar fotografias, alegando não gostar de ser fotografado. Refere não se ter apercebido que se tratava de um fotojornalista uma vez que essa qualidade não lhe foi comunicada nem identificada no momento” [o fotojornalista estava do outro lado da ribeira…]

A CMF não se pronuncia sobre a actuação do agente da PSP, pois a mesma está fora da esfera da competência do município.

Reconhece no entanto que “a abordagem do nosso trabalhador poderá não ter sido a mais adequada. No entanto, importa sublinhar que não houve, da parte do trabalhador nem do Município, qualquer intenção de desrespeitar ou limitar o exercício da actividade jornalística. Pelo contrário: o Município do Funchal valoriza e respeita plenamente a função do jornalismo enquanto elemento essencial de escrutínio e transparência numa sociedade democrática”.

“Nesse sentido”, aproveita a CMF para dizer, “consideramos útil promover acções de sensibilização e formação junto dos nossos serviços, com vista a prevenir situações semelhantes no futuro. Agradecemos a vossa disponibilidade para colaborar connosco nesse âmbito e agradecemos o envio de propostas que permitam agendar, com a brevidade possível, uma ou mais sessões dirigidas a dirigentes e trabalhadores”.


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