A Iniciativa Liberal diz pretender transformar a forma como o Funchal gere os seus resíduos, com uma estratégia que combine responsabilização, incentivos e modernização do serviço. O partido defende que quem adopta boas práticas ambientais deve ser recompensado e não penalizado, propondo um novo modelo baseado na justiça e na eficiência.
Para Sara Jardim, candidata da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal do Funchal, “não é justo tratar da mesma forma quem cumpre e quem ignora as regras. Quem reduz resíduos e adopta boas práticas ambientais deve ser beneficiado e pagar menos.”
A proposta da Iniciativa Liberal assenta em três pilares: sensibilização, fiscalização eficaz e incentivos financeiros. Primeiro, pretende-se lançar campanhas de informação e apoio técnico dirigidas a empresas e cidadãos. Depois, reforçar a fiscalização para garantir o cumprimento das regras. Por fim, introduzir benefícios para quem cumpre boas práticas, através da redução de taxas municipais para operadores económicos, condomínios e, numa fase seguinte, também para famílias que provêm uma boa gestão de resíduos.
Para além do mais, segundo Sara Jardim, “o pagamento de taxas deve traduzir-se numa contraprestação efetiva e na melhoria da qualidade do serviço. A recolha de lixo deve ser regular e contínua e adequada às necessidades. Não é admissível vermos contentores a transbordar, nem termos vários dias de interrupção da recolha de resíduos.”
A Iniciativa Liberal defende ainda a adopção de outras medidas, nomeadamente:
* Recolha porta-a-porta de recicláveis nos bairros mais difíceis e criação de mini-ecocentros de proximidade;
* Contentores inteligentes com sensores e sistema PAYT para comércio (projetos-piloto em duas freguesias);
* Recolha de bio resíduos com compostagem comunitária e municipal;
* Incentivo a soluções simples como as compras a granel, reduzindo embalagens descartáveis.
O objectivo é claro: atingir 55% de reciclagem municipal até 2027 e desviar 60% dos bio resíduos em 3 anos. Estes projetos poderão ser financiados através do programa LIFE e do Madeira 2030 (FEDER), assegurando modernização sem aumentar os encargos financeiros sobre os Funchalenses.
“Queremos inverter a lógica atual: melhores serviços, menos punição e mais reconhecimento. O futuro do Funchal constrói-se com liberdade e responsabilidade – e quem cumpre merece pagar menos”, conclui Sara Jardim.
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