Atendimento do IASAUDE nos reembolsos revela mau serviço ao utente

O serviço de reembolsos, na rua das Pretas, continua a gerar constrangimentos inaceitáveis à população, como comprovam as últimas notícias vindas a público. Para além dos atrasos no pagamento dos reembolsos, também se constata, muitas vezes, a falta de sensibilidade de alguns funcionários no atendimento ao público que tendem a funcionar mais como robots para utentes vistos como números apenas. Questiona-se, assim, o papel da administração, uma vez que mudam os diretores mas a praxis continua a ser intolerável e desarticulada dos tempos atuais em que se preconiza uma administração pública eficaz e humanista ao serviço dos utentes.

 

Não lê novo Cartão de Cidadão?

O primeiro alerta feito ao FN prende-se com o facto de a máquina que regista os documentos do reembolso na Loja do Cidadão não funcionar para os utentes que já dispõem do novo Cartão de Cidadão. Uma falha que afeta muitos utentes que, para ganhar tempo e não esperar nas filas intermináveis da rua das Pretas, no IASAUDE, dirigiam-se à Loja do Cidadão. A leitura rápida do cartão de cidadão permitia introduzir, com celeridade e eficácia, os documentos para reembolsos. Neste momento, os novos cartões de cidadão, mesmo emitidos há meses, não são aceites, sem qualquer aviso prévio aos utentes.

Além disso, na sede do IASAUDE, rua das Pretas, os funcionários aplicam cegamente a lei e não tendem a considerar situações específicas ou extraordinárias de idosos que se deslocam aos serviços, através dos familiares para entregarem apenas os papéis dos reembolsos. Foi o caso recente de uma idosa que, tinha tido alta recente de uma acidente vascular cerebral e que, não podendo andar, aguardou no café junto ao IASAUDE , após já ter esperado na Loja do Cidadão com máquina indisponível. No entanto, perante a filha da utente, a funcionária recusou-se categoricamente a aceitar o atendimento prioritário desta idosa, através da filha, com o argumento de que não tinha comprovativo legal para tal. Isto mesmo apesar de o familiar mostrar-lhe a nota da alta hospitalar, explicar o sucedido na Loja do Cidadão com a máquina a não ler os cartões de cidadão e a circunstância de estar a aguardar nas imediações por debilidade física. Mais grave ainda foi o facto de a funcionária ter chamado uma das chefes que, quase em sussurro, veio pedir para a utente ler as dezenas de páginas do decreto lei e não fazer barulho…  Resultado: o utente ficou com o reembolso de uma simples consulta por fazer.

Os utentes até chegam a ter contactos com alguns elementos da administração do IASAUDE mas mostram-se, por vezes, atados para resolver certas situações.

Nestas circunstâncias, como noutras que têm sido denunciadas pela comunicação social, questiona-se: o que faz a administração do IASAUDE com serviços públicos que mais parecem funcionar para confirmar o ego dos funcionários do que propriamente o atendimento ao público, que lhes garante o trabalho na função pública, paga pelos mesmos contribuintes que ali recorrem? Tudo isto sem mencionar as dezenas de casos de utentes que, injustiçados, são mal atendidos e calam-se para não se darem à maçada de reclamar porque já dizem que não adianta. O tempo passa e a praxis continua a ser do tempo da Idade Média.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.