O Bloco de Esquerda denunciou este sábado na sequência de visitas aos bairros de Santa Maria Maior e Canto do Muro, que o executivo PSD-CDS da Câmara Municipal do Funchal, “foram incompetentes no uso das verbas de habitação atribuídas” à cidade.
Na opinião de Dina Letra, coordenadora do Bloco, a CMF tem desprezado o seu património, no caso, os bairros sociais. O bairro do Canto do Muro é um deles, o bairro de Santa Maria Maior é outro que se encontra ao abandono, e é isso que o BE quis denunciar.
O bairro de Santa Maria, diz o BE, é o espelho da iniciativa PSD-CDS no que concerne à habitação, nos últimos 4 anos: “É o abandono das populações do bairro, é o abandono do seu património, é o desleixo, incompetência, até, porque deixou perder todo um trabalho feito pelo executivo anterior, deixou perder todo um trabalho feito no âmbito da estratégia local de habitação, ao não aproveitar 26 milhões de euros que estavam disponíveis do PRR e no âmbito da estratégia do 1º Direito, para construir e melhorar a habitação no Funchal”.
Desse dinheiro, garantiu Dina Letra, “apenas 3 milhões e tal foram aproveitados, para construir 33 fogos na Nazaré. O que se poderia fazer com os outros 23 milhões de euros disponíveis… A CMF não fez nada, e abandonou os seus munícipes num momento em que a habitação é a maior emergência que temos na nossa cidade”.
Ora, perante este cenário, o BE propõe-se recuperar esse dinheiro, que tinha de ser utilizado até 2026, e aproveitar as verbas que estejam disponíveis no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio para a habitação.
A habitação pública é muito necessária, mas o BE vai mais longe e entende que é preciso também apostar na reabilitação das casas. Há pessoas da classe média-baixa, que ficam fora do acesso a vários benefícios e a vários apoios sociais, e não têm capacidade financeira de recuperar as suas habitações.
O BE diz ainda que a CMF tem optado por fechar as casas nos bairros quando as pessoas morrem. Há mais de dez casas fechadas no bairro de Santa Maria Maior afiança Dina Letra, quando há milhares de famílias à espera de uma casa, inscritas na Sociohabita.
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