JPP critica “irresponsabilidade” na manutenção do Arquivo e Biblioteca da Madeira

O JPP veio hoje condenar “a reiterada irresponsabilidade do Governo Regional na manutenção e conservação dos equipamentos públicos, através da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, sem qualquer estratégia de prevenção de potenciais avarias, mas sempre em reacção tardia aos problemas, numa atitude de contenção de danos quando estes surgem”.

Abordando o caso apontado pelo FN, de que o sistema de climatização do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (ABM), edifício informalmente chamado de “catedral da Cultura”, encontra-se avariado já há algum tempo, fazendo com que os depósitos e as salas de leitura estejam com temperaturas altas, o JPP faz notar:

“Após o levantamento de necessidades em 2023, mesmo sabendo que têm de recorrer a serviços de manutenção que não existem na região, ainda está por abrir um concurso público sendo que o problema da climatização não será resolvido este ano. Mas a falta de manutenção no ABM ultrapassa a climatização, já por si muito grave.  Há infiltrações quando chove e, há pouco tempo, houve o rebentamento de garrafas de azoto. Não se pode esperar pela ampliação do edifício para tratar do que está mal”, denuncia o partido.

Para o Juntos pelo Povo, “esta irresponsabilidade nada tem a ver com governos em gestão, mas com falta de planeamento e competência, pois o mesmo aconteceu na Casa das Mudas, estando anos sem climatização, colocando em risco as obras em exposição e em acervo, para além da falta de condições para receber visitantes que, em breves minutos, abandonavam o Museu deixando críticas pouco abonatórias”.

Entretanto, aponta esta força política, no ABM, as condições de trabalho ou lazer para os leitores e investigadores estão comprometidas assim como a protecção da documentação histórica, de valor incalculável, em depósito naquela infraestrutura.

“São os próprios responsáveis que referem, na página oficial, que a temperatura, a humidade relativa e a luz não se podem dissociar. Caso os valores registados pelos três parâmetros estiverem fora dos valores recomendados, causam danos irreversíveis aos suportes, a curto e a longo prazo”, refere o JPP, apontado algo que o FN fez notar na sua reportagem de ontem.

O JPP lamenta que a protecção do património “continue sendo um parente pobre nas prioridades do Governo Regional que se reserva a adoptar uma posição de contingência, relativizando e tentando mitigar ou anular os impactos da ausência de estratégias de prevenção. O JPP regista, com surpresa, que só esta tarde, depois de porventura a secretaria regional da Cultura, Ambiente e Turismo ter tomado conhecimento de movimentações de historiadores e investigadores, emitiu comunicado a garantir que vai fazer agora o que está identificado desde 2023”, diz o JPP.


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