Pedro Neves reeleito presidente da CPC do CDS de São Vicente

Decorreu ontem a eleição da concelhia do CDS-PP de São Vicente e Pedro Miguel Neves foi reeleito presidente da comissão política concelhia. Trata-se de um empresário local, conhecedor da realidade local e, actualmente, deputado municipal em São Vicente, diz o partido. No seu discurso de tomada de posse, Pedro Neves, afirmou ser com sentido de responsabilidade que assume este cargo no seu concelho. “O objectivo da nossa equipa, para os próximos 3 anos, é reforçar a presença do CDS”, frisou.
Para começar, é seu compromisso trabalhar para ter um bom resultado nas próximas eleições autárquicas, onde o CDS irá em coligação com o PSD, mas é pretensão desta estrutura concelhia eleger mais autarcas, ter maior representação, quer na Assembleia municipal, quer nos executivos e nas Assembleias de junta, para, dessa forma, poder ter, enquanto partido, mais força para influenciar as decisões e trabalhar, com afinco, pelo desenvolvimento e pela população de São Vicente, concluiu Pedro Neves.
Por sua vez, o presidente do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, sublinhou que a eleição da concelhia do CDS em São Vicente, é uma prova da vitalidade do partido, que tem vindo um pouco por todo o arquipélago, a eleger os órgãos estatutários dos diversos conselhos, mobilizando o partido para as próximas eleições autárquicas.
“É objectivo do CDS reimplantar o partido, aproveitando para introduzir nestes mesmos órgãos dirigentes, novos quadros, quer os originários da Juventude Popular, quer da própria sociedade civil, de pessoas e jovens que têm vindo a aderir ao CDS”, destacou José Manuel Rodrigues.
O presidente do CDS-PP Madeira referiu que, no âmbito da eleição desta concelhia, houve a oportunidade de discutir, naturalmente, os problemas do despovoamento do Norte, de dar maior coesão territorial ao arquipélago da Madeira, económica e social. Isso passa, naturalmente, por trazer mais gente para o Norte, mais investimento privado.
“O governo regional tem feito um esforço no sentido de baixar o IRC para a costa Norte e para o Porto Santo. Isso tem permitido atrair empresas e criar emprego. Também tem havido uma majoração dos incentivos da União Europeia que são aplicados ao sector primário, ao sector secundário e, também, ao sector terciário.
E é necessário prosseguir este caminho de discriminação positiva do Norte da Madeira para que se possa dar maior coesão ao nosso arquipélago, repovoando São Vicente, Santana e Porto Moniz.”, sublinhou o presidente centrista.
O líder do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, aproveitou a oportunidade para  lançar o alerta, “não podemos aceitar que o orçamento para o próximo quadro comunitário de apoio 2028-2034, que foi apresentado pela Comissão Europeia, que vai no sentido contrário de cortar verbas do Fundo de Coesão, de fundir mesmo o Fundo de Coesão com os fundos para a agricultura, baralhando questões que, por vezes, nada tem a ver uma com a outra e, sobretudo, cortando fundos europeus da coesão e centralizando nos Estados Membros aquilo que até agora eram os programas operacionais de cada uma das regiões e competências dos governos regionais e até dos municípios.
Isto contraria o princípio da subsidiariedade que está inscrito no tratado da União Europeia e sobretudo se for para a frente, esperemos que isso não aconteça, não vai contribuir para uma maior coesão territorial, económica e social, que afinal o objetivo principal da própria União, que é ajudar ao desenvolvimento das regiões e dos conselhos mais pobres, elevando a sua qualidade de vida para os patamares médios europeus.
É por isso que temos que fazer um grande esforço no sentido do Parlamento Europeu e nas instituições europeias, lutar para que este orçamento seja alterado e que se possa ter um orçamento que não corte verbas do Fundo de Coesão e sobretudo que mantenha os princípios de descentralização desse mesmo Fundo de Coesão e dos fundos europeus que devem continuar a ser geridos pelas regiões.
No caso da Madeira e do Açores, pelas regiões autónomas, como as regiões insulares e ultraperiféricas”, disse José Manuel Rodrigues.

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