Rui Marote
Esta frase, “mais porco que o porco”, tem direitos de autor. O Estepilha vai aplicar este pleonasmo, recordando uma história verdadeira com cerca de setenta anos.
O pai do autor deste texto era trabalhador do “Zézinho das Moças”, proprietário de 50% das casas na Rua de Santa Maria. Este empresário vivia numa quinta no caminho da Pedra Sina. Contou certa vez o meu pai ao jantar: “O Zezinho chamou um dos seus moços, que o incumbiu de lavar os porcos, dizendo: “levas um balde com água e um pano e lavas o porco”. À distância acompanhou a lavagem do suíno.
A dada altura, indignado, gritou: “Oh rapaz, vem cá! Lavas primeiro o rabo do porco e passas de seguida o pano no focinho do animal… Olha és mais porco que o porco”. De imediato despediu o servente.
O Estepilha não quer ofender ninguém, mas esta lição nos dias de hoje está actualizada.
Esta manhã, no Largo de Gil Eanes, junto às floristas, os servicos de salubridade da Câmara procederam à lavagem da calçada portuguesa na Rua João Gago, em frente à confeitaria Penha de Águia.
Nada de anormal para uma cidade onde o lixo chama mais lixo. Os trabalhadores limitaram -se a despejar litros de detergente na calçada (ver fotos) e não lavaram nem esfregaram. Resultado: a calçada portuguesa, e até as cantarias, amanheceram manchadas de branco.
Quem dirigiu os trabalhos deixou o produto sem passar água. O cenário esta manhã era vergonhoso, pior do que antes estava… Será que o Estepilha terá de passar acompanhar estes serviços nocturnos e coordenar estas operações de limpeza? A Câmara gastou produtos, pagou aos trabalhadores e os resultados estão à vista… Estepilha!
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