Rui Marote
Hoje bem cedo o barulho das máquinas despertou os dorminhocos na Rua do Quebra Costas. A Câmara accionou de imediato o envio de quatro funcionários para mondar aquela artéria, onde as ervas altas tinham motivado um reparo do Estepilha. Não foi necessário chamar o “Matateu” de Santa Cruz ou as cabrinhas do nosso conterrâneo emigrante Décio Gonçalves, que cantava “Olha as cabrinhas mé mé “…
Nos tempos de hoje o processo de mondar erva deixou de ser feito manualmente através de enxada até a raiz da erva daninha. É mais prática uma roçadora a gasolina.
Neste arruamento a utilização não é porém muito fácil porque o empedrado leva a roçadora a levantar terra e as pedras miúdas, potencialmente danificando portas e carros ali estacionados. Envolve a protecção de um “escudo” em cartão protegendo viaturas e portas (ver fotos). A operação envolveu um dia de limpeza.
Depois veio um carro com tanque de água que borrifou a rua, amenizando as poeiras seguido de um carro varredor/aspirador. Os serviços de limpeza envolveram todos os meios para acalmar os descontentes.
Estepilha, para a próxima vez os moradores vão requisitar o bode “Matateu” ao deputado laranja pelo circulo de Santa Cruz, caso não esteja ocupado na limpeza das veredas do concelho.
A Rua do Quebra Costas é uma artéria emblemática do Funchal, que aguarda substituição de tubagem de esgotos, água e melhoria dos passeios danificados. Algumas casas ainda funcionam com sistema de fossas sépticas. O estado do piso empedrado está degradado e esburacado. Telefones e TV cabo ainda funcionam com instalação dos cabos via exterior dos edifícios, como autênticas teias de aranha. Estepilha, Roma e Pavia não se fizeram num dia, mas os moradores continuam aguardar o cumprimento das promessas. Entretanto, parabéns à Câmara que ouviu o nosso clamor…
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