PS diz que este Orçamento da RAM não consegue “dar gás” à economia madeirense

O PS-M afirma que a proposta de Orçamento Regional para 2025, hoje apresentada, fica aquém das expectativas e contraria a narrativa que tinha vindo a ser criada pelo PSD e pelo Governo Regional.

Numa primeira reacção ao documento, que será debatido na Assembleia Legislativa da Madeira entre os dias 16 e 20 deste mês, o deputado Gonçalo Leite Velho diz que “a narrativa do PSD cai por terra”, tendo em conta que, apesar de nos primeiros meses do ano a Região ter estado com um Governo de gestão e não ter tido orçamento, neste mesmo período foi executada mais despesa.

Perante este facto, o parlamentar socialista é peremptório e pergunta em que é que esta maior despesa se reflectiu, em termos práticos, nos bolsos dos madeirenses.

“Já passou meio ano, o orçamento está mais do que executado e os madeirenses veem muito pouco”, observa Gonçalo Leite Velho, considerando que, por exemplo no que diz respeito à devolução de rendimentos, o Governo podia ir mais além.

O deputado recorda que o PS defendia a redução de 30% em todos os escalões do IRS e em todas as taxas do IVA, pelo que a proposta do Executivo fica aquém do que seria expectável e justo para os madeirenses, tendo em conta o elevado custo de vida e os baixos salários na Região.

Por outro lado, Gonçalo Leite Velho constata que a proposta de Orçamento Regional não contempla as respostas que seriam necessárias para fazer face ao cenário de instabilidade e de contração que se prevê ao nível internacional, para o qual, aliás, o PS tem vindo a alertar.

“É fácil governar quando toda a economia global favorece o turismo, quando existe inflação e as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência”, refere o socialista, considerando que era agora neste momento de contraciclo que seria fundamental o Governo Regional dar um sinal de estímulo à economia.

“Este Orçamento falha em conseguir dar gás à economia madeirense, como se nota, porque já passou meio ano e pouco se tem visto”, declara o deputado, lamentando que não haja nada no documento que indique que o rumo actual das coisas venha a ser alterado.


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