O Juntos Pelo Povo afirma que “o custo de vida na Madeira é um fardo pesado e uma dor de cabeça diária para a maioria da população da Madeira e Porto Santo, “uma situação a que não escapa a classe média, também ela arrastada para a porta de entrada na enorme lista de madeirenses e porto-santenses em risco de pobreza”.
Palavras de Filipe Sousa, mencionando o “elevado custo de vida na Madeira” por considerar que “as pessoas, os jovens e as famílias” andam nos supermercados, nas barracas de frutas e legumes e nas padarias “a pagar preços para turistas, mas com ordenados três, quatro e cinco vezes inferiores aos deles”.
O candidato do JPP diz que “este cenário de empobrecimento e perda de qualidade de vida” coloca as pessoas a fazer contas todos os dias, enquanto “a aliança PSD-CDS que governa a Região e se apresenta a estas eleições para a Assembleia da República dá vivas aos recordes de receitas obtidos à conta de uma taxa de IVA que devia ser 30% inferior, o mesmo acontecendo em todos os escalões de IRS, e a uma evidente especulação de preços, a toda a escala, com a cumplicidade do PSD-CDS.”
Filipe Sousa acrescenta aos alimentos e bens essenciais outros custos elevados que “tornam a vida na Madeira muito mais cara do que no continente”, como a habitação e o arrendamento inacessíveis, a carga fiscal, os transportes e a educação.
O cabeça-de-lista do JPP refere que há instrumentos para no imediato reduzir o custo de vida, mas adverte que para isso a aliança PSD-CDS que governa a Região e se apresenta às eleições de domingo “precisa de coragem política para enfrentar os monopólios e falar verdade aos madeirenses, coisa que não tem feito na questão do IVA”.
Filipe Sousa refere dois exemplos para aliviar as despesas familiares. Primeiro, a descida da taxa intermédia e geral do IVA em 30%. Um direito consagrado, interrompido em 2012 pelo PSD por causa da dívida monstruosa, que devia ter sido devolvido em 2015, mas desde então PSD-CDS “têm negado sucessivamente esse direito, com argumentos falaciosos, como dizer que não devem ser os madeirenses a pagar a insularidade, quando na verdade é o PSD-CDS que se têm apropriado dessa receita que foi destinada e consagrada pelo Governo Central precisamente para reduzir os custos de insularidade”.
Segundo exemplo: o transporte marítimo de passageiros e carga. “Com a linha marítima teremos concorrência no transporte de mercadorias, fazendo baixar o custo, poderá abrir a porta a mais uma cadeia de supermercado e reduzir o preço dos bens alimentares, portanto a linha tem que ser aberta livre de quaisquer condicionamentos ou truques para não afugentar potenciais interessados e depois virem dizer que o concurso ficou deserto, o JPP estará atento a isso, porque se assim não for é governar contra as populações a favor de meia dúzia” refere uma nota.
Filipe Sousa assegura que se a população o eleger no próximo domingo para a Assembleia da República estes assuntos entram nas prioridades de uma lista que inclui reduzir o IVA na construção de habitação, estabelecer a Estrutura de Missão, proposta inédita e fundamental, precisamente, para dentro de uma legislatura sabermos quanto custa viver nas ilhas, em todos os domínios, custo de vida, peso dos impostos, salários, saúde, educação, transportes, mobilidade aérea e marítima, eletricidade, água, gás e telecomunicações.
O candidato apela ao voto no JPP recordando que “só uma voz livre e corajosa, um partido autonomista, sem vícios nem ligações a grupos instalados que apenas se preocupam com os seus interesses, um partido que propõe, realiza, fiscaliza e inova na ação política, como tem demonstrado, pode acabar com a inércia dos deputados que têm representado a Madeira na Assembleia da República”.
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