
“O turismo, sendo uma peça chave da economia, não pode continuar a crescer de forma desordenada, sem respeito pelo território, pelas comunidades locais e, sobretudo, pelo ambiente — particularmente nas áreas protegidas que tornam a
Madeira única no mundo.
A crescente pressão turística tem gerado situações inaceitáveis, como o acampamento de turistas em parques de merendas, a utilização de espaços públicos para a higiene pessoal, o desrespeito por sinalizações em trilhos temporariamente
encerrados e o estacionamento abusivo em locais inadequados, incluindo zonas de
proteção ambiental.
Estas práticas têm provocado um impacto ambiental crescente e preocupante, sobretudo em áreas sensíveis da nossa floresta Laurissilva e outros espaços naturais classificados, colocando em risco ecossistemas únicos e património natural de valor mundial.”, refere o comunicado do partido.
O RIR Madeira reconhece a importância do turismo como motor económico mas insiste que este deve ser desenvolvido com responsabilidade, respeito e equilíbrio. Assim, o partido propõe as seguintes medidas:
1. Reforço da fiscalização ambiental e turística em áreas protegidas e de
elevado valor ecológico;
2. Criação de zonas específicas para autocaravanas e campismo, devidamente equipadas e regulamentadas;
3. Campanhas de sensibilização multilíngues, para informar e educar os visitantes sobre as normas locais e a importância da preservação ambiental;
4. Controlo e regulação de trilhos, com sistemas digitais e penalizações para
quem aceda a percursos interditos;
5. Definição de limites de carga turística em locais sob forte pressão ecológica,
com base em estudos técnicos;
6. Promoção ativa de um turismo sustentável e distribuído, que valorize outras áreas da Região e reduza a concentração em zonas frágeis.
A Madeira precisa de um novo rumo no turismo – um rumo que valorize o nosso território, proteja o nosso ambiente e respeite as nossas comunidades.
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