Albuquerque diz que “não podemos perder mais tempo”

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, declarou hoje no acto de tomada de posse que “não podemos perder mais tempo”, pois “precisamos de aprovar o Programa de Governo e o Orçamento antes do Verão”.

Isto porque, afirmou, “a manutenção de um Orçamento em duodécimos traz consequências negativas para toda a gente. Um Governo de Gestão está limitado na tomada de decisões. E tudo temos de fazer para que a actual situação internacional, com a “Guerra” de tarifas entre os grandes blocos económicos e a instabilidade nos mercados bolsistas, não tenha reflexos negativos no nosso crescimento económico”.

Albuquerque enfatizou que o madeirenses e porto-santenses demonstraram nas urnas, no passado dia 23 de Março, o caminho que querem seguir, um caminho de “paz e progresso”, e “de diálogo civilizado entre os actores políticos e sociais”.

“Querem um Governo que garanta estabilidade, desenvolvimento e responsabilidade. Um Governo apto a manter e a melhorar os excepcionais resultados que alcançámos nos últimos anos. No crescimento económico. No pleno emprego. Na redução da dívida pública e no equilíbrio orçamental. Na redução fiscal. Na educação. Na saúde pública. No turismo. No reforço das políticas sociais. Nos investimentos infraestruturais. No apoio ao desporto. No apoio à cultura. Na mobilidade e nas acessibilidades”.

Querem ainda, asseverou, que o Governo mantenha e reforce o investimento na habitação acessível, no aumento dos lugares nos lares e nos cuidados continuados, e esperam um Governo capaz de concretizar, no quadro nacional, as justas aspirações autonomistas do Povo, seja através da revisão da iníqua Lei das Finanças Regionais, seja através do aprofundamento da nossa autonomia política na próxima revisão constitucional”.

Dirigindo-se à presidente da ALRAM, Rubina Leal, declarou: “Na sua pessoa cumprimento todas as senhoras e senhores deputados eleitos e reitero a Vossa Excelência que somos um Governo disponível para a dialéctica parlamentar”.

“Entendemos o nosso Parlamento com alicerce democrático da nossa autonomia política e este executivo não terá qualquer problema em submeter as suas ações ao escrutínio responsável desta Câmara”, afirmou Miguel Albuquerque.

Por outro lado, e dirigindo-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou entender “a sua estimada presença nesta cerimónia como um gesto de consideração e apreço do Governo Nacional para com o povo madeirense e às conquistas do regime autonómico e ainda como reafirmação da cooperação que estabelecemos entre os dois Governos na resolução dos dossiers pendentes entre a República e a Região”.

“Estou certo de que os compromissos assumidos pelos Senhor Primeiro-Ministro para com a Região manter-se-ão inalterados a bem de um País mais coeso e mais solidário”, acrescentou.

Ao secretário regional do Governo dos Açores, Duarte Freitas, ali presente, agradeceu a comparência e elogiou “o trabalho conjunto que estamos a desenvolver, designadamente na Revisão da Lei das Finanças Regionais, no quadro das Regiões Ultra Periféricas da União Europeia, e na cooperação entre os dois Governos, no âmbito das Cimeiras Insulares continuará a dar os seus frutos em beneficio da Região, dos Madeirenses e Açoreanos. Envie um caloroso abraço ao nosso estimado presidente Bolieiro”, disse ainda.

Fazendo um balanço dos últimos anos, Miguel Albuquerque considerou que os mesmos “não foram fáceis”.

A crise Covid-19, com a paragem abrupta da actividade económica e a grave crise de saúde pública associada; a Guerra da Ucrânia, com a instabilidade dos mercados energéticos, disfuncionalidades nos fornecimentos, e subida exponencial da inflação; crise política regional, com duas quedas de Governo, duas eleições em menos de um ano e a gestão em duodécimos; crise política nacional com a queda do Governo do Dr. António Costa em Novembro de 2023, eleições, novo Governo do Dr. Montenegro, queda do Governo em Março de 2025 e novas eleições nacionais em 18 de Maio do corrente ano, com paralisia da governação nacional, enunciou.

“A tudo isto soubemos resistir sem medo de enfrentar as adversidades, as diversas demagogias associadas e não nos intimidamos com as mentiras e alarvidades debitadas anonimamente nas redes sociais”, garantiu.

Albuquerque deixou um “agradecimento especial” aos colegas que agora cessam funções, nomeadamente Ana Sousa, Pedro Ramos, Rogério Gouveia, Rafaela Fernandes e Pedro Fino. Agradeceu a “determinação, o vosso trabalho e o vosso empenho no cumprimento da missão governativa”.

Pediu, entretanto, aos cidadãos a união na persecução de objectivos comuns.

“O pluralismo, a liberdade e a diversidade democrática que usufruímos, não impede o esforço de união política e social, na concretização dos interesses cimeiros da nossa Região e da nossa População. A polarização política e radicalização social são um beco sem saída que apenas levam ao ressentimento e à fratura social. Precisamos de construir uma casa comum para todos, onde a participação democrática de cada um de nós é essencial para o futuro”, referiu.


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