CDS convicto de que será “premiado pelos eleitores”

No décimo dia de campanha eleitoral, a candidatura do CDS às Regionais do próximo domingo continua no terreno, focada no contacto directo com a população, asseveram os centristas..

O candidato, também líder regional do CDS, falava aos jornalistas no Miradouro do Pico da Torre, no decurso de mais uma acção de campanha realizada no concelho de Câmara de Lobos.

Durante a manhã, a comitiva do CDS-PP visitou uma instituição de solidariedade social, a OLHO.te, na Nazaré. Seguiu depois para uma empresa ligada ao mundo da fotografia e imagem e, posteriormente, dirigiu-se para o centro de Câmara de Lobos, onde os candidatos puderam estar com centenas de pessoas, ouvindo as suas preocupações.

José Manuel Rodrigues dedicou a conferência de imprensa de hoje a um tema que interessa, não só aos câmara-lobenses, mas a todos os madeirenses e porto-santenses. O custo de vida, os salários e os impostos.

“A Madeira tem o custo de vida mais alto do país e os salários mais baixos do país”, declarou o líder do CDS na Madeira, acrescentando que “isto cria enormes problemas aos cidadãos e às famílias”.

O candidato assumiu que esta situação só se resolve controlando a inflação na Madeira, que é a maior do país e uma das maiores da União Europeia (3.6%), valorizando os salários para que a inflação não engula os aumentos salariais, reduzindo o IRS e reduzindo, também, o IVA que incide sobre os produtos essenciais.

Para além disso, no que se refere aos jovens, José Manuel Rodrigues reafirma que a criação de um salário de referência para os jovens licenciados, quando entram no mercado de trabalho, é fundamental para reverter esta situação.

O cabeça-de-lista centrista disse ainda que, “é um facto que a Madeira tem vindo a crescer em termos de produto interno bruto e que há taxas de crescimento económico assinaláveis, mas a verdade é que isso não se tem refletido na vida das pessoas”. Rodrigues reitera que, “temos uma classe média que está a empobrecer porque temos a taxa de inflação muito alta, os salários não têm acompanhado a taxa da inflação e os impostos precisam de ser claramente reduzidos, quer em termos de 30% de todos os escalões do IRS, quer nas três taxas do IVA. Só assim conseguiremos baixar o custo de vida na Madeira e dar melhores condições de vida às pessoas”, sustentou.

Questionado sobre a sondagem que saiu hoje, José Manuel Rodrigues desvalorizou e reagiu deste modo: “se o CDS ligasse a sondagens já não existia”.

O candidato afirma que, ao longo destes dias, a comitiva centrista tem sentido na rua, uma grande adesão ao sentido de responsabilidade do CDS. “Na gestão desta crise política o único partido que teve sentido de responsabilidade foi o CDS e estamos confiantes de que isso vai ser premiado, no próximo domingo, pelos eleitores”, afiançou.


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