Um grupo de sócios do Club Sport Marítimo, “após largo período de reflexão e assistindo a mais uma época desportiva verdadeiramente longe dos pergaminhos a que a história da coletividade nos habituou”, entregou hoje um pedido de Assembleia Geral Extraordinária. Segundo a RTP-M, os sócios apontam que “na atual direção reina a desorganização, onde ninguém sabe a quem deve reportar e com uma gestão financeira, que ao que se vai sabendo, é completamente desajustada da realidade do Marítimo, o que num curto prazo pode trazer consequências desastrosas”.
“Uma ameaça real, de queda para a Liga 3 e a consequente penalização financeira, vertida no contrato com os direitos de televisão e com o Governo Regional da Madeira, a juntar o facto de que a saúde financeira já teve melhores dias, bem como a constante apetência para gastar dinheiro em obras cuja necessidade é duvidosa, acarretará na certeza incalculáveis prejuízos financeiros no Universo CSM”, refere o requerimento.
“Ao constante procurar de culpados externos para os resultados menos conseguidos em diversos escalões e modalidades, bem como as mudanças “à la carte” de treinadores na principal equipa de futebol, a que se juntam agressões a sócios e demissões no seio dos Órgãos Sociais e Dirigentes (Club e SAD), restam poucas dúvidas de que a incompetência e amadorismo prevalecem na Vossa gestão do maior das ilhas”, fulminam os sócios a actual direcção.
“Promessas vãs, não tem mais acolhimento junto dos associados, até porque ainda se aguarda o prometido Conselho Consultivo, a Legalização do Estádio, a captação de fontes de receita adicionais (comercialização das lojas do estádio e demais infraestruturas e otimização dos espaços para o sector privado externo) … enfim, é que nem sinais de trabalho efetivo e profícuo se vislumbra. Em suma, estamos perante uma direção que revela muita falta de competência, total ausência de liderança, e déficit de ideias e, pior de tudo, são incapazes de alterar o seu modo de atuar, o que nos deixa, a nós sócios, um forte sentimento de desconfiança, descrédito, e total ausência de competência em Vós, para o encontrar de soluções para os problemas diários, que em uma coletividade com a grandeza da nossa, sempre apresenta”, prossegue a nota.
“Nunca como até à Vossa entrada os adeptos apoiaram a equipa, contudo, a “alma” tem sido substituída lentamente por um esconder de lágrimas e a nossa dor de alma por detrás de palmas batidas para ajudara equipa numa energia constante, jogo após jogo, com o objetivo de empurrar a equipa na direção do golo, e sempre, sempre atrás de cada derrota, limpávamos as lágrimas e ajudávamos a equipa para a vitória que aparecia esporadicamente. Não há coração que aguente tanta dor, e quando assim é, algo têm de mudar. O nosso amor, o nosso Marítimo, ninguém abandona, mas é preciso mudar, é preciso ter a coragem de dizer que basta, que com esta direção não há caminho de sucesso”, refere o requerimento, entre outras críticas.
“(…) há que ter coragem de mudar (…)”, refere-se, pretendendo votação em urna e a marcação de processo eleitoral “por forma a que a transição seja rápida e com “a menor perturbação possível para a preparação da nova época desportiva(…)”.
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