Na apresentação do “Manifesto 2025” da CDU/Madeira, esta tarde, no Funchal, Edgar Silva considerou que “em todo o País, sobretudo, na governação há uma salgalhada entre negócios privados e a intervenção política. Mas, a Madeira ultrapassa tudo e todos na promiscuidade entre negócios e governação”.
Segundo Edgar Silva, “o País está confrontado com uma nova crise política em consequência de negócios e negociatas que deixam mal a democracia. Toda esta realidade é o resultado da mais profunda promiscuidade entre o mundo dos negócios e a governação, da absoluta fusão entre o poder político e os grandes interesses económicos e financeiros. No entanto, o que se verifica no resto do País tem nesta Região uma gravidade incomparavelmente maior”.
Para a CDU, “a Região Autónoma da Madeira não pode continuar a ser a campeã na suspeição e na percepção pública de práticas de corrupção, tráfico de influências e de criminalidade económico-financeira nesta Região Autónoma”.
Como afirmou Edgar Silva, “os compromissos da CDU colocam como inadiável a intervenção política de combate à corrupção estrutural, sistémica, que já faz parte da natureza do regime cristalizado na governação PSD na Região Autónoma da Madeira”, refere-se.
De acordo com Edgar Silva, “esta Região não pode continuar a ser o pior exemplo da promiscuidade entre o mundo dos negócios e a governação, da absoluta fusão entre o poder político e os grandes interesses económicos e financeiros”.
Nesta iniciativa da pré-campanha eleitoral, Edgar Silva destacou que “a subordinação do poder económico ao poder político, inscrita na Constituição da República Portuguesa, e o combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira são problemas do regime democrático e da acção em sua defesa, bem como objetivos da luta por uma plena democracia nas suas dimensões política, económica, social e cultural. Por isso, na Região Autónoma da Madeira, com ainda maior gravidade do que no resto do País, o combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira é um combate a travar em defesa do regime democrático e pelo aprofundamento da democracia”.
No campo dos compromissos políticos, para a CDU “é cada vez mais actual e urgente a aprovação de um regime de incompatibilidades e impedimentos para detentores de cargos políticos que acabe, de uma vez por todas, com o “offshore” político que aqui impera. Esta Região Autónoma não pode continuar a ser o único enclave no País, o único lugar em que vigora um regime de privilégio e favorecimento para quem exerce cargos políticos”.
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