A habitação será uma das grandes prioridades de um futuro Governo do PS na Madeira, asseguram os socialistas, com Paulo Cafôfo a garantir a criação de um programa de apoio à compra da primeira casa, através da modalidade renda resolúvel.
Na manhã de hoje, numa conferência de imprensa no bairro da Quinta Falcão, edificado na altura em que era presidente da Câmara Municipal do Funchal, o presidente do PS-M mostrou-se preocupado em relação ao facto de os jovens e a classe média não terem capacidade para poderem comprar ou arrendar uma casa, enquanto o Governo do PSD está interessado na promoção de projectos imobiliários de luxo.
Assegurando que o PS vai assegurar a estabilidade governativa que a Região precisa, Paulo Cafôfo adiantou que, com um Executivo socialista, será implementado o programa ‘Primeira Chave’, que irá apoiar os madeirenses na compra da primeira habitação. Conforme explicou, ao abrigo deste programa, o Governo irá construir casas, às quais as pessoas poderão candidatar-se, que poderão ser depois adquiridas através da modalidade de renda resolúvel. Trata-se, como clarificou, de uma renda que será calculada conforme os rendimentos dos candidatos, a qual irá “sendo abatida numa espécie de empréstimo para a compra da casa”.
“Esta é uma solução que hoje em dia não existe para que os madeirenses e os porto-santenses – principalmente os jovens e classe média – possam ter uma casa”, salientou, vincando que o valor da renda, a preços acessíveis, será estipulado de acordo com o que as pessoas ganhem, sendo depois abatido na compra da habitação.
Recusando promessas populistas ou demagógicas, Paulo Cafôfo adianta que, com um Executivo socialista, os milhões de euros de apoios ilegais que foram atribuídos a empresas da Zona Franca e que estão a ser recuperados pelo Fisco serão canalizados para a construção de novas casas. Em causa estão, como vincou, mais de 800 milhões de euros que serão fundamentais para atingir este objectivo.
O líder socialista considerou também que os desafios que a Madeira tem pela frente implicam que quem lidera o Governo Regional tenha experiência executiva.
Aproveitou, por isso, para lembrar novamente o facto de já ter presidido à Câmara Municipal de Funchal e de ter assumido o cargo de secretário de Estado das Comunidades.
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