O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) residente no Porto Santo repudiou esta terça-feira as declarações do administrador da empresa Porto Santo Line (PSL), que considerou “sem impacto na vida das pessoas e da economia porto-santense” a paragem de seis semanas do navio Lobo Marinho para manutenção fora da Região, com o argumento de que “a taxa de ocupação da companhia aérea Binter ficou abaixo do ano passado”.
Carlos Silva refere que o administrador “só pode estar a brincar com coisas sérias e com a vida dos porto-santenses”, recordando que depois do navio Lobo Marinho partir para a manutenção “empresários e cidadãos porto-santenses ouvidos numa reportagem da RTP Madeira se revelaram críticos em relação à ausência do barco e ao impacto negativo nos seus negócios e nas suas vidas”.
“Comparar o que não pode ser comparável, é abusivo e não é sério”, refere o parlamentar e candidato do JPP às eleições regionais antecipadas de 23 de Março.
“O navio fez a última ligação ao Porto Santo a 6 de Janeiro e retomou no dia 19 de Fevereiro as viagens entre a Madeira e o Porto Santo. Durante todos esses dias, cerca de 5.000 habitantes ficaram limitados a duas ligações aéreas, num avião com menos de 100 lugares, para deslocações diárias e abastecimentos semanais por contentores. A ausência teve impactos? Avalie quem for sério e honesto”, sugere.
Carlos Silva desfia um rol de perguntas: “Será que os micro, pequenos e médios empresários não sentem a ausência de clientes e as dificuldades em fazer stocks? Será que os construtores civis não sentem dificuldades em deslocar homens e materiais para o Porto Santo? Será que as equipas desportivas não sentem o impacto, quando as equipas madeirenses estão ausentes durante mês e meio? Será que os transtornos causados em torno das questões de Saúde, consultas adiadas, adiamento de funerais, não têm impacto nas famílias porto-santenses?”
A sua conclusão: “A ligação marítima faz falta. As soluções encontradas não respondem às necessidades dos porto-santenses. O Porto Santo merecia mais respeito, e não vale a pena branquear a realidade.”
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