Em contato com os funchalenses esta sexta-feira, o líder do JPP e candidato a presidente do Governo, Élvio Sousa, veio recordar que o executivo de Miguel Albuquerque não esconde os “favores”, sendo “forte com os fracos e fraco com os fortes”.
Élvio Sousa exemplificou com o valor residual da renda que é paga pelo operador do Porto do Caniçal, apenas 470 mil euros por ano, quando os estudos encomendados pelo próprio Governo indicaram uma renda anual de 3,5 milhões de euros.
“O meu compromisso, se a população confiar no JPP para governar, é tratar todos com justiça, não haverá borlas nem favores, que depois acabam por ser pagas por toda a população, com a perda de receitas importantes para resolver problemas urgentes”, explicou o candidato.
“Vejamos um exemplo gritante: enquanto o Governo vai aplicar uma renda à Marina do Funchal de 750 mil euros/ano, mais o IVA, o Porto do Caniçal, a infraestrutura por onde passa cerca de 95% dos bens consumidos na Região, paga apenas 470 mil euros por ano. E, como sabemos, apesar desta renda ‘amiga’ o preço do transporte marítimo na Madeira é 18% mais caro do que nos Açores, tendo em conta as respectivas distâncias, e é isso que encarece o custo de vida.”
Nesta jornada de pré-campanha junto dos funchalenses, Élvio Sousa considerou “um imperativo baixar o preço das mercadorias no Porto do Caniçal, através do lançamento de um concurso público internacional para a concessão da operação portuária, por forma a regular os preços da estiva e, dessa forma, baixar o preço final dos artigos importados e exportados para a Região”.
Numa conta simples, o líder do JPP e candidato à liderança do Governo disse que “se o Governo cobrasse um euro por tonelada ao operador pela mercadoria descarregada, receberia perto de um milhão de euros anuais e não a ninharia que são os 470 mil euros”.
Élvio Sousa disse que a descida do custo de vida é um dos dez compromissos do Programa de Governo do JPP para ser concretizado num quadro que passa pela revisão do modelo portuária, redução do preço da estiva e trazer de volta a linha ferry para o transporte de mercadorias e passageiros, introduzindo concorrência na ligação marítima.
O líder do JPP recordou ainda o fracasso das políticas de Miguel Albuquerque durante uma década nesta matéria e também o episódio com a saída do então secretário da Economia, Eduardo Jesus; para assegurar que os compromissos do JPP são para levar até ao fim, “sem medo de acabar com o amiguismo que depois é cobrado à população, que paga um custo de vida superior ao Continente e tem os rendimentos mais baixos do país”.
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