O partido JPP reuniu-se com representantes do Sindicato Nacional de Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT), nomeadamente o seu vice-presidente, Manuel Oliveira, e colegas do sector, para ouvir e debater as suas preocupações e reivindicações.
Segundo o deputado Luís Martins, “foi-nos transmitido que o SNMOT apresentou como reivindicações a redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais, bem como a correção das actualizações salariais para 2025 em 7,6%, de forma a mitigar a perda de poder de compra que se tem acumulado ao longo dos anos”.
O deputado do JPP reforça que “é inegável que estes profissionais exercem funções de elevada responsabilidade e complexidade técnica e, ainda assim, vêm os seus rendimentos aproximarem-se perigosamente do salário mínimo”.
Outra questão levantada pelo sindicato foi a situação financeira das empresas de transporte colectivo de passageiros, a qual resulta, em grande parte, da falta de compensação pelas gratuidades impostas pelo Governo Regional “que passou a batata quente para as empresas, sem garantir as verbas para cobrir os custos”, sendo que o sindicato não tendo nada contra estas medidas, não aceita que estas sejam implementadas à custa dos salários dos trabalhadores, retorquiu o parlamentar.
Luís Martins lamenta que “o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, tenha ignorado o pedido reunião solicitado pelo SNMOT” e recorda que “o secretário regional Pedro Fino, que tutela este sector, justificou, no ano passado, que não podia negociar por estar em regime de gestão em duodécimos. Esta atitude irresponsável do Governo Regional e da tutela pode levar estes profissionais a optarem por endurecer a luta pelas suas reivindicações com recurso à greve”.
O JPP reafirma, pelo seu lado, o seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e garante que as suas portas estarão sempre abertas ao SNMOT e a todos os profissionais do sector.
“No que depender de nós, os motoristas terão a devida justiça e valorização pelo seu trabalho essencial para a nossa sociedade”, conclui Luís Martins.
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