O presidente do PS-M, Paulo Cafôfo, criticou o Governo Regional por fazer “como a cigarra” e não “como a formiga”. Cafôfo referia-se à necessidade de garantir a sustentabilidade do turismo, apostando numa qualificação do produto que concilie a gestão dos fluxos turísticos com a preservação dos espaços naturais, bem como olhando à valorização dos recursos humanos.
Ao início da tarde esteve reunido com o empresário André Barreto, director geral do hotel Quintinha de São João, aproveitando para alertar que, perante os números que o sector do turismo tem vindo a apresentar, o Governo Regional tem tido uma atitude de “cigarra, quando devia ter a atitude da formiga e trabalhar para que estes números possam ter sustentabilidade no futuro”.
“O turismo não pode ser visto só como o vender quartos. É muito mais. O turismo é experiência e é a experiência que as pessoas têm que faz a diferença na qualidade do destino”, afirmou o líder socialista.
É preciso olhar para o produto, o qual, constatou, está deteriorado. Prova disso é o estado em que se encontram alguns locais de interesse turístico, com falta de manutenção e excesso de carga humana. Isso acaba por ser uma má experiência, não só porque os turistas veem os espaços deteriorados, mas também porque, para fazerem uma vereda, têm de estar horas à espera para estacionar ou para entrar nesse percurso pedestre.
Se olharmos ao espectro internacional, disse Cafôfo, “vemos economias como a alemã, a inglesa, a francesa e a espanhola, que estão num ciclo baixo, de quase recessão económica, e isso vai ter influência no nosso turismo”, pelo que é urgente apostar na qualificação do produto.
“É preciso uma gestão e organização de fluxos, porque há percursos que não poderão ter o número de pessoas ilimitado e que terão de ser organizados por horas e por número utilizadores”, disse, defendendo igualmente a criação de outras alternativas, porque a Região tem mais locais de interesse turístico, mas que não dispõem das condições para poderem ser visitados (informação e segurança).
“Este é um ponto importante para a qualificação do produto, que precisa de um trabalho de formiga e não de cigarra, como tem feito o Governo Regional”, observou.
Por outro lado, o presidente do PS-M defende a valorização dos trabalhadores da hotelaria. “Este é o nosso principal sector e há que valorizar a experiência, o conhecimento e o profissionalismo”, opinou, realçando a importância de melhorar os salários e apostar na formação, factores que serão também determinantes para elevar a qualidade do serviço.
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