O partido ADN, perante mais uma paragem de seis semanas destinadas à manutenção anual do único ferry existente na RAM autorizado a fazer as ligações
maritimas comerciais entre a Madeira e o Porto Santo, considera que, apesar das
várias campanhas e respectivas eleições regionais dos últimos anos, os madeirenses e portosantenses continuam a ser prejudicados em mais um direito constitucional adquirido. Neste caso, “no que concerne à mobilidade marítima entre ilhas e o continente português, face a um monopólio que teimosamente persiste na nossa sociedade regional e torna-nos reféns dum grupo económico que dita e impõe as suas próprias regras”.
O ADN-Madeira louva o facto desta manutenção e alteração do modelo energético no Lobo Marinho, permitir que menos 3.200 toneladas de CO2 por ano sejam enviadas para a atmosfera, mas à semelhança do que já havia proposto em 2023, seria muito mais ecológico se o cais de embarque/desembarque fosse deslocado para o porto do Caniçal, nem que de forma aleatória em alguns dias da semana.
Tal “reduziria significativamente o tempo de viagem, assim como emitia menos poluição para o ambiente, descongestionava o cais do Funchal aquando da partida e
chegada do Ferry e impulsionava o desenvolvimento comercial, criava novas infraestruturas e consequentemente gerava mais emprego na costa Este da ilha da Madeira, assim contribuia para a descentralização existente na RAM”.
O ADN-Madeira defende assim “o fim deste monopólio que nos deixa limitados ao
ferry Lobo Marinho no que diz respeito às viagens marítimas, seja perante as interrupções das terças-feiras para descanso (merecido) da tripulação, seja aquando das semanas previstas para a manutenção anual ou perante as previsões extemporâneas de mau tempo, pois os madeirenses e portosantenses não podem continuar reféns de grupos económicos e o livre mercado deve ser também aplicado a este sector regional”.
“Apesar dos cerca de 3.000 lugares em transporte aéreo disponibilizados pela empresa Porto Santo Line a residentes naquela ilha e registados no Portal Simplifica durante as seis semanas de manutenção do seu navio, esse facto não atenua os prejuízos perante o sector turístico regional que fica também limitado nas viagens entre ilhas, assim como perante todos os madeirenses que tencionavam se deslocar ao Porto Santo ou até mesmo a carga prevista durante esse período”, refere-se.
“A liberalização do transporte marítimo entre a Madeira e o Porto Santo iria possibilitar uma concorrência saudável e democrática, em que a população poderia escolher mediante o valor, qualidade, conforto, tempo de viagem e até seria uma eventual alternativa às condicionantes do nosso aeroporto da Madeira perante o vento e a neblina, aproveitando a proximidade entre Santa Cruz e Caniçal os
passageiros afectados poderiam usar um Ferry que de forma rápida e eficaz, faria a ligação entre o Porto Santo e o Caniçal, em mais do que uma viagem diária, levando e trazendo os passageiros afectados, colocando de parte a equação de um eventual novo aeroporto na Madeira”.
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