Manuel António Correia emitiu um comunicado hoje relativamente à alegada recusa em convocar o congresso extraordinário do PSD Madeira, emitida pelo Conselho de Jurisdição do partido. Das 540 assinaturas apresentadas, apenas 243 foram consideradas válidas.
“Face à notícia de que teria existido alegada recusa, após 25 dias desde a entrada, ao pedido de Congresso Extraordinário do PSD-Madeira, e apesar de não ter sido oficialmente informado, Manuel António Correia torna público o seguinte:
1. Estamos perante um desrespeito grosseiro e mais uma afronta aos militantes do PSD. Este é um golpe palaciano de baixo nível, que procura condicionar a liberdade e os direitos dos militantes do PSD-Madeira
2. Quem decidiu este processo foi o Presidente do partido, numa grave violação dos estatutos do PSD-Madeira. De facto, este ainda não conhecia o requerimento e já dizia publicamente que não haveria congresso, num evidente desrespeito pelos órgãos competentes.
3. 24 dias para verificar assinaturas? Esse trabalho faz-se em meia hora. É um exemplo de opacidade e, se fosse verdadeiro, a evidência da incompetência de uma estrutura que demora 24 dias para fazer um trabalho básico. Da mesma forma, é ilegítimo invocar falta de pagamento de quotas pelos subscritores, até porque como é conhecimento público, nos dias anteriores à entrega, fecharam a sede do partido, negaram informação e impediram o pagamento de quotas. Isto não é sério e, mais uma vez, constitui desrespeito pelos militantes.
4. Ainda assim, temos a certeza de que, dos 540 subscritores, mais de 300 daqueles têm quotas pagas e exigimos que o partido faça prova da inexistência de 300 assinaturas nessa condição.
5. Esta situação é o reflexo de um PSD-Madeira capturado por uma oligarquia, que, além de desrespeitar e mostrar medo dos militantes, se encontra ao serviço de um presidente que se agarra ao poder mesmo contra a vontade da maioria.
6. Este pedido de Congresso Extraordinário não foi feito por um “freguês”, como ofensivamente afirmou o ainda presidente, a decisão é que foi feita à vontade de um “freguês”. Foram 540 militantes que, juntos, representam muitos outros, dentro e fora do partido. Esses militantes existem, pensam, querem o melhor para o Partido e para a Madeira e não são eliminados por pressões ou decisões de burocratas protetores de um poder com medo de eleições e dos eleitores! As atitudes de desrespeito para com os militantes têm consequências políticas.
7. Em conformidade, nos próximos dias faremos contactos diretos com os militantes para definir com os mesmos como reagir a toda esta situação, tendo presente a necessidade de continuar a lutar por um Partido e, acima de tudo, uma Região mais transparente, democrática e orientada para o Bem-Comum!”, conclui o comunicado.
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