Novo regulamento do ruído registou participação “recorde”, diz a CMF

A proposta de alteração do regulamento de horários de funcionamento de estabelecimentos e actividades ruidosas registou uma participação “recorde”, durante o período de discussão pública, destacando-se a elevada contribuição de cidadãos individuais, apont ao executivo da CMF.

Ao todo, foram recebidos 127 contributos, dos quais 114 foram submetidos por pessoas singulares e 13 por sociedades. Os dados foram anunciados, hoje, pela presidente da Câmara Municipal do Funchal, Cristina Pedra, durante a reunião da Assembleia Municipal do Funchal. A discussão pública terminou no passado dia 5 de Dezembro, tendo a mesma decorrido por um período de 30 dias úteis.

Cristina Pedra relevou que este elevado número de participações reflecte a preocupação dos funchalenses sobre um problema que tem gerado inúmeras reclamações, com moradores a denunciarem problemas de saúde por não conseguirem dormir.

A autarca refere que além da consulta pública foram promovidas reuniões com diversas entidades e com os moradores, e “foram muito importantes para agora se fazer uma análise, com toda a serenidade, dos contributos e filtrarmos o que é exequível e o que não é exequível”.

Cristina Pedra sublinha que a posição do executivo é clara:  “A cidade deve ser um local onde seja possível viver com dignidade e onde as actividades económicas possam coexistir com o direito ao descanso dos cidadãos. Não queremos uma cidade fantasma, mas queremos que a noite comece mais cedo e acabe mais cedo”, afirmou a presidente da Câmara, frisando a importância de encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento económico e o bem-estar da população.

A presidente da Câmara apontou ainda que o executivo teve a “coragem de pegar” num tema difícil, referindo que o novo regulamento “é uma resposta à necessidade de proporcionar uma cidade onde a vivência nas moradias seja compatível com as atividades económicas, respeitando a liberdade de iniciativa privada, mas com regras claras que garantam a qualidade de vida para todos”.


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