“Confiança” votou na CMF contra “orçamento despesista”

Os vereadores da Coligação Confiança votaram contra o que será o último orçamento municipal deste mandato, na reunião de câmara pública deste mês de Novembro.

Para a oposição camarária, o documento “constitui uma prova cabal do insucesso e desnorte que marcaram estes últimos 3 anos de maioria PSD, que pretende fazer em 8 meses o que não foi competente para implementar no curso deste mandato”.

“Apesar de ser o maior orçamento de sempre, com o arrecadar recorde de receitas oriundas de impostos, este não vai além uma lista de promessas recicladas, metas irrealistas e políticas inconsequentes”, sentencia a “Confiança”.

“A execução financeira deficiente revela-se na forma como as promessas de habitação acessível e as verbas alocadas pelo PRR parecem mais um exercício de retórica do que um compromisso genuíno com a execução real”, lamenta a vereadora Cláudia Dias Ferreira.

“A promessa de construção de 180 fogos habitacionais, que permanece em suspenso desde 2021, ilustra bem a falta de seriedade com que a questão da habitação tem sido tratada. Anuncia-se, igualmente, uma verba de 33,7 milhões de euros destinada ao PRR, quando o actual executivo tem dado mostras de ser incompetente na sua implementação prática. Essa falta de iniciativa tem repercussões directas sobre a qualidade de vida dos cidadãos, particularmente aqueles que enfrentam problemas sociais sérios”, argumenta a autarca da Confiança.

Por outro lado, as promessas sobre a requalificação dos bairros sociais são fantasmas que assombram todos os orçamentos desde 2021.

A falta de acção concreta “é um atropelo aos direitos básicos dos cidadãos, que merecem habitação digna e condições de vida adequadas. Além disso, o adiamento constante de obras fundamentais revela a falta de compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.” Cláudia Dias Ferreira criticou, igualmente, as “devoluções fiscais”, que sacrificam investimentos essenciais em áreas críticas como a saúde, cultura, educação e a habitação.

Na perspectiva da Coligação Confiança, obras prioritárias, como a requalificação da ETAR no Lazareto, continuam a ser alvo de adiamentos, evidenciando uma preocupante falta de acção e compromisso por parte da gestão actual. “É inaceitável que um assunto tão sério continue a ser ignorado” enfatizou com a firmeza de quem já perdeu a conta às promessas não cumpridas.

A vereadora também salientou que “os aumentos anunciados em apoio social não correspondem às necessidades concretas enfrentadas pelas freguesias do Funchal, subestimando gravemente as dificuldades que a população enfrenta diariamente.

”A questão da mobilidade, juntamente com outras problemas estruturais, permanece sem uma solução à vista, o que atesta a inépcia do actual executivo em promover a satisfação das necessidades das populações. Medidas avulsas, como a introdução de vouchers de táxi para os idosos, revelam-se soluções superficiais que apenas servem para acalmar a consciência pública, sem resolver problemas estruturais, como a habitação e a mobilidade” reforça a vereadora.

Por todas essas razões, a equipa da Confiança reafirma a sua rejeição a este orçamento, sublinhando a importância de uma gestão responsável e orientada para o futuro.

“É caso para afirmar que a gestão deste executivo não apenas falha em cumprir o prometido, mas perpetua uma visão que ignora a verdadeira essência da política: o compromisso com a população. Como já dissemos, o que de mais positivo se pode extrair deste orçamento é que será o último deste executivo”, conclui Cláudia Dias Ferreira.


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