“Quanto mais tempo passa desde a consagração da Autonomia da Madeira, maior é o desrespeito do PSD em relação a esta conquista que é de todos os madeirenses”, diz o PS-Madeira, reagindo ao facto de a estrutura de missão criada para organizar as comemorações dos 50 Anos da Autonomia ser constituída apenas por figuras ligadas ao aparelho do PSD-Madeira.
Para Rui Caetano, presidente da Comissão Regional do PS-Madeira, esta postura do Governo Regional revela “desconsideração” do PSD em relação aos madeirenses e à pluralidade democrática na Região.
O socialista refere que o processo autonómico – instituído com a Constituição de 1976 – está intimamente relacionado com a vivência democrática, tendo a Região passado a ter um Parlamento onde têm assento os representantes dos vários partidos políticos, legitimamente eleitos pela população.
“As páginas da história da Autonomia da Madeira são escritas pelos madeirenses e por todos os partidos que, ao longo de quase cinco décadas, têm pugnado pela defesa dos interesses da nossa Região”, afirma Rui Caetano, realçando que a estrutura de missão para as comemorações dos 50 anos da Autonomia devia incluir representantes das diferentes forças partidárias e da sociedade civil na sua componente executiva e não apenas na comissão de honra.
O presidente da Comissão Regional do PS frisa que a Autonomia não tem donos e que, aliás, tem sido o papel reivindicativo e propositivo dos partidos da oposição que tem contribuído para o seu aperfeiçoamento e aprofundamento, um processo que, frisa estará sempre inacabado.
“O PSD não é o dono da Autonomia! Muito pelo contrário, é o seu principal detrator!”, afirma Rui Caetano, criticando a postura “arrogante e autoritária” do mesmo partido que há quase 50 anos governa a Região “sob a rédea curta do ‘quero posso e mando’”.
Ao longo de todos estes anos, prossegue o socialista, aquilo que temos assistido é a um PSD e a um Governo que usam a Autonomia para benefício próprio, e não a pensar no superior interesse dos madeirenses, estando os resultados à vista de todos. Questiona, por isso, que legitimidade tem o PSD para centrar apenas naqueles que fazem parte do seu círculo próximo as comemorações dos 50 anos da Autonomia de todos os madeirenses.
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