O JPP veio defender hoje que o subsídio de insularidade deve ser pago a todos os trabalhadores, do sector privado e público. “Essa era a nossa proposta se estivéssemos a liderar o Governo desta Região e sem dúvida que já estaria em prática. Com responsabilidade pela gestão das contas públicas”, referiu Élvio Sousa.
Diz a Constituição da República Portuguesa, de um regime político que ontem celebrou 114 anos de existência, que “ninguém pode ser privilegiado, prejudicado ou privado de qualquer direito em razão da sua raça, ascendência, convicção e também em território de origem e situação económica”. Tretas! Na verdade, os trabalhadores do sector privado estão a ser discriminados em relação aos funcionários da administração pública.
“Os trabalhadores do sector privado têm custos idênticos aos trabalhadores da administração publica (que recebem subsídio de insularidade), e se nós estamos seguramente a defender os princípios da igualdade e da equidade, eles também têm esse direito de receber, pois vão igualmente ao supermercado, abastecem o carro, compram gás a preços exorbitantes e estão igualmente reféns do elevado custo de vida e dos monopólios”, refere o JPP.
O impacto financeiro nas contas da Região foi estimado em perto de 20 milhões, mas que seriam perfeitamente enquadrados no programa de redução de despesa da Administração Pública, que passa pela redução da estrutura governativa, de nomeações políticas e de cortes significativos ao nível da despesa, que no primeiro ano seriam muito superiores aos 35 milhões. Repare-se que nenhum partido fala em redução significativa da despesa, e isso já diz tudo daqueles que querem manter tudo na mesma.
“Para dar um exemplo de como Miguel Albuquerque continua a marimbar-se para a redução da despesa e para o endividamento, vejamos que a dívida pública está nos valores de 2015, tendo-se abatido pouco mais de 139 milhões de euros em nove anos, e que só em três meses este Governo já nomeou 70 técnicos especialistas, numa despesa anual de mais de 3 milhões de euros”, aponta o partido.
“Curiosamente nenhum media fala de um assunto: do conteúdo do acordo parlamentar entre Albuquerque e J.M. Rodrigues. Sara Madalena, sem se rir, chegou a afirmar há meses, com os dentes todos (como se mentir fosse uma prática quotidiana), que tal documento se encontrava no site do CDS. Bom, dou alvissaras a quem o identificar e encontrar”, desafia Élvio Sousa. “E todos estes intervenientes batem regularmente no peito que são transparentes e rigorosos. Quem mais jura, mais mente!”, conclui o responsável partidário.
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