“Uns vão porque outros foram “
JERSEY / A CROWN PECULIAR
- A) ENQUADRAMENTO
Quem sai de Lisboa, de avião, em direção a Londres e olha o mapa de bordo segue em linha reta, rumo às Astúrias, à Bretanha e, por aí fora, até aquela ilha, sete vezes mais pequena que a Madeira. Uma ilha em forma de fatia de pão torrado.
Ora, nessa “casca de noz” voadora, respirava- se já um certo ar britânico que se instala logo à entrada do avião, um ar ligeiramente perfumado. As pessoas, encostadas umas às outras, “tipo sardinhas em lata “é certo, eram elegantes e finas como as que se encontravam no Harrolds. O próprio jeito de dobrar o jornal, o jeito de olhar o parceiro estranho alterava a “convivência “e a ordem das coisas. Falávamos português em tom baixo, mas inglês soletrado com uma sonoridade tal que quase se tornava estranho para os próprios nativos da língua. Era como quem veste um pulôver novo, como quem calça um sapato apertado.
O Canal da Mancha, a nordeste de França, em frente a Saint Malo, há essa pequena ilha retangular, à qual estão singelamente encostadas as minúsculas rochas (Minquiers) que nos eram tão familiares. A Ilha anglo-normanda britânica, o Bailiado de Jersey.na qual tínhamos deixado promessas no ano anterior, nas palavras anteriores, nos amigos feitos para sempre.
Mesmo situando-se mais a Norte, avista-se do ar, o outro Bailiado das Ilhas do Canal que é Guernsey, com as suas oito ilhas (Guernsey; Alderney; Herm; Sark; Jethou; Brechou; Lihou e Burhou, estas duas últimas desabitadas), com mar mais profundo e um excelente porto de cruzeiros em Saint Peter Port, capital de Guernsey, que muitos dos nossos chamavam, em pronuncia portuguesa, a ilha de “ganze”, ou “ilha de Felicidade “como chegou a ser apelidada nos anos oitenta.
Com uma área total de 116 Km2, JERSEY foi anexada à Grã-Bretanha em 1006 no reinado de Guilherme “O Conquistador” e é dessa ilha de nove por cinco milhas de superfície, na costa setentrional da França de que vos falarei.
Com mais do dobro dos habitantes de quando a conheci, nos anos oitenta, cuja densidade populacional era três vezes superior à nossa (850 habitantes/ km 2, PIB Per Capita, que em 2005 era de 57000 dólares, só superado, então, por dois outros pequenos estados, o Luxemburgo e as Bermudas,
O imponente Elizabeth Castle faz a divisória com a grande baía de St. Aubin, onde se nota tão claramente o fenómeno da” high tide ” (marés que vazam 12 metros, entre a cheia e a maré baixa); Há horas que parece ser possível atravessarmos a pé até ao castelo, outras que o mar sem fim faz do próprio castelo uma ilha, inacessível ao nosso caminhar. Os barcos têm uma quilha central e duas menores laterais e quando a maré vaza ficam de lado reclinados na areia.
Lembro-me perfeitamente, de uma cidade de St. Helier antiga, do tempo da construção do túnel para a “Water Front”, em frente ao” Liberation Square”, e mais recentemente, do nascimento do Hotel Radisson Blu que os locais tanto contestaram, apelidando -o de “caixote de sabão”.
Do”Jersey Museum”, cuja apresentação da famosa pintura “The Death of Major Peirson”, que por feliz coincidência, visitei na véspera da sua inauguração; do ” Maritime Museum”; de” St. Thomas Church”; do Padre Nicolas, do Padre Bernardino, dessa Igreja dos portugueses que a minha querida Zé servia com tanta devoção; do “Fort Regent”, que se avista da cidade, que se parece a um cogumelo gigante, ou a uma tenda vastíssima que nos olha e atrapalha. Do histórico “Pomme D’Or”, onde todos os anos, a 9 de maio (Liberation Day), é hasteada a Bandeira da União, representando a rendição nazista do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945 (a ocupação foi a 30 de junho de 1940. A ilha tinha então 66 mil habitantes, um terço da atual população) .
Quantas vezes me meti num carro para estar próximo de madeirenses que trabalhavam por toda a ilha, desde Grouville, que se espraia até as suas ilhas minúsculas ,Les Minquiers, que acentuadas marés abafavam e desabafavamm, a Gorey ( Mont Orgueil) até ao outro lado da ilha, até St. Ouen’ s Bay, ao norte, a” Grève de Leca”, com sua baía minúscula, a St. Saviour e St. Lawrence no interior da ilha, a St. Brelade com a bonita Capela dos Pescadores, ao pitoresco porto de St. Aubin e à bela Igreja católica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.
Foi percorrendo, essa cidade, vezes sem fim, com;” a chuva a bater-me no rosto” pelas ruas que a cidade tinha “, e também por todo este “landmark “de Jersey, que me arrisquei a entregar tanto de mim. A esse torrão de terra – irmã para verdadeiramente entender as motivações dos meus conterrâneos em emigrar para esse lugar, cujas particularidades consubstanciavam não duas regiões separadas pelo mar e pela língua mas sim um lugar comum a dois povos, pois nunca vi diferença alguma, no sentir e no sofrer destas duas pátrias, destas duas rochas que precisavam urgentemente de sobreviver do sufoco da Ocupação Nazi de Jersey, ou dos desencantos do Estado Novo contra a Madeira nos governos centralistas de Portugal .
- B) A IMIGRAÇÃO EM JERSEY
A imigração em Jersey remonta aos séculos XVI e XVII com os refugiados religiosos. Muitos huguenotes fugiram de França para os países protestantes, particularmente após o massacre do dia de São Bartolomeu em 1572 e muitos encontraram novos lares em Jersey.
No século XVIII foi a pesca das ostras. Camas de ostras foram descobertas em redor da costa de Jersey, no final do século XVIII.A indústria desenvolveu-se e a captura anual chegou a atingir próximo às 100 milhões de ostras na década 1809/10 e subiu a pique para 216 milhões em
1853/54.
Seguiu-se a construção naval, nos séculos XVIII e XIX. O primeiro estaleiro comercial é datado de 1815, o sector beneficiou de “status” de isenção de impostos, podendo importar madeira mais barata do que a Inglaterra. A indústria declinou em 1860 com a mudança para barcos a vapor.
Privateering, o corso começou no século XVII e estava no auge no final do século XVIII e nos primeiros anos do século XIX, principalmente durante as Guerras Napoleónicas. Os corsários acumularam enormes quantidades de dinheiro e gastaram-no na compra e na construção de propriedades na Ilha. A derrota de Napoleão, em 1815, marcou o fim dos corsários que foram abolidos oficialmente em 1856.
Imigrantes ricos e oficiais militares aposentados no século XIX, estima-se que havia 5000 residentes ingleses em Jersey no início da década de 1840, o seu poder de compra desenvolveu St. Helier.
Século XIX, trabalhadores da construção. O boom económico de Jersey, durante a primeira metade do século XIX originou um grande desenvolvimento de St. Helier. Indústrias como a pesca do bacalhau, a navegação, as construções navais floresciam. A construção do quebra-mar de St. Catherine, motivou um grande fluxo de trabalhadores do Reino Unido. No auge do projeto atingiu-se a quantidade de 361 trabalhadores.
Século XIX- Trabalhadores agrícolas. Entre 1840 e meados do século XX houve um fluxo de trabalhadores migrantes agrícolas da Bretanha e da Normandia. O número de trabalhadores franceses chegou a 8000. A grave praga, em 1845, levou a uma redução de 75% na produção.
O turismo instala-se. Os baixos impostos, as viagens entre Jersey e os portos ingleses, franceses, italianos e espanhóis que vinham passar férias a Jersey movimentou a economia e o inicio do turismo enquanto indústria.
Século XX – A Indústria financeira. O sector financeiro representou cerca de 40% do valor agregado bruto, indústria que é hoje a principal entrada de capital na Il
- C) ALEXANDRE HERCULANO
De Jersey a Granville
“Lendas e Narrativas” 1851
“abandonamos enfim, o solo d’Inglaterra. Seria por volta do meio dia quando saltámos no chasse-marée que deveria conduzir-nos de Jersey a Saint-Malló, atravessando aquella estreita porção no canal que nos separa da França. Sentimentos encontrados eram neste momento os meus. O sol resplandecia brilhante,e o ar estava puro e sereno: era um dia d’outono, tão bello como o que mais fosse em Portugal. De um lado alteava-se a ilha com os seus outeiros e valles, solo anfractuoso semelhante ao nosso, e a povoação com os seus edifícios cobertos de telha, que nos faziam esquecer aquelles horríveis tectos ingleses de lousa negra, espécie de tabuletas do speen, penduradas pelos bretões sobre as suas cidades, e em que parece ler-se a inscripção de Dante:
Per me si va nella cittá dolente [ …..]
- B) O TRANSPORTE
O Sr. Roberto de Sousa – Delegado do OIM na Madeira – escreve uma carta, a 28 de maio de 1985, ao Sr. Bueno do Prado em que relata a viagem a sua viagem a Jersey acompanhando o terceiro grupo de trabalhadores para a cultura da batata.
Diz que partiu, na quinta-feira, 16 de maio no TP 162 com destino a Lisboa, “levando” com ele 80 trabalhadores do terceiro contingente da campanha da batata.
Chegara a Lisboa à meia-noite e meia do dia seguinte tendo, de imediato conduzido o grupo para o autocarro que os levaria a França (St. Malo), uma vez que teriam de fazer a travessia para Jersey no ferry que sairia de St. Malo às 15:15 h no dia seguinte (18 de maio), o que não permitia aos condutores grandes paragens pelo caminho. Cada condutor podia apenas conduzir o máximo de 4 horas seguidas.
Assim, os nossos emigrantes foram conduzidos cerca de trinta horas, apenas parando para as principais refeições. Nas paragens nas fronteiras os condutores procediam às formalidades necessárias e seguiam o caminho até ao destino final.
O Cônsul de França, no Funchal, endereçava através do portador uma carta explicando às autoridades francesas o objetivo do grupo e depois, à chegada, cada trabalhador entregaria à D. Cecília Philipps fotocopia do Work Permit” que asseguraria a cobrança da viagem “adiantada “pelo OIM aos que não tinham possibilidade económica.
Claro que, este tipo de deslocação era penoso e perigoso (como referi no I Capítulo) e imponha-se que fosse encontrada uma alternativa, por exemplo em viagem aérea charter, que dispensasse “travessias por terra “fossem elas de comboio ou de autocarro.
Como nos conta o saudoso amigo Roberto de Sousa, a viagem de ferry foi calma como o foi para Alexandre Herculano em 1831. “Um mar calmo e sol radioso aguardava -nos em St.Helier”.
À chegada, os “Farmers “aguardavam os seus trabalhadores para os conduzirem para as suas “plantações” para um trabalho de 9 semanas.
Tudo feito em conformidade com a lei vigente. Era na altura Presidente do Jersey Farmers Association o Sr. Holmer, pessoa que vim a conhecer mais tarde, bem como os seus sucessores.
Até aos anos noventa, a emigração temporária seguia este padrão de entendimento entre recrutados e recrutadores, mediado pelo Centro do Emigrante e OIM pela parte regional da Madeira e pela Jersey Farmers Union e pelo Immigration Officer daquele Bailwick.
O “nosso” Roberto de Sousa esteve lá apenas 24 horas e regressou de seguida a Portugal, mas nessas 24 horas conseguiu garantir o descanso de um dia para os trabalhadores se adaptarem a Jersey.
Cada viagem de entidades, correspondia a uma troca a um favorecimento, a um elevar de patamar para melhor proteger esta NOBRE gente, a este nosso próprio sangue.
A emigração é o nosso ESPELHO no mundo. O emigrante somos nós, não é o outro porque o outro também somos nós. Não há quem ganhe ou perca. Não há conquistas nem vitorias.
- C) O QUE SABÍAMOS DE JERSEY POR ESTA ALTURA?
Em maio de 1988, fiz parte da Delegação Portuguesa, em representação da Madeira nas Negociações entre o Governo de Portugal e o Governo do Reino Unida da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Entendia-se por Reino Unido; A Inglaterra; Escócia; País de Gales; Irlanda do Norte; Ilhas de Man; Jersey; Guernsey; Alderney; Herm e Jethou .
Tinha conquistado um amigo, o distinto John de Lee. Foi o “pai” da Segurança Social moderna de Jersey na Philip-Le-Feuvre House em 1979 na Motte Street.
A convenção regularizava alguns pontos do Projeto do Acordo Administrativo em várias matérias e visava a explorabilidade dos benefícios adquiridos com base na legislação de um país no outro país; como era o caso das várias pensões do regime contributivo e o Abono de Família , assunto complexo para ser aqui discutido .
O Sr. John de Lee foi importante para mim e para o meu futuro não sabendo qual seria.
Naquele tempo, guardava os meus amigos em pequenos cofres de porcelana e só os abria para lhes dizer a falta que me faziam ou então para lhes perguntar qual o caminho a seguir quando a estrada apresentava tantas direções, às vezes parecendo incontornáveis.
Sabia que da Segurança Social de Jersey tinha garantia de um tratamento igual e até amigo para as nossas gentes.
E sabia que, mais cedo ou mais tarde, cada vez menos seriam os madeirenses que estariam interessados na EMIGRAÇÃO TEMPORÁRIA {assim organizada} tal era o nosso desenvolvimento Regional com novas condições de vida e de emprego que comprometeriam num futuro próximo estas saídas.
Entretanto, importava valorizar o “pacote Laboral” relativo aos nossos utentes; não só nos salários, como no pagamento das deslocações aéreas e na introdução de prémios de produtividade, confrontando-se, assim, as autoridades locais, até então as conhecidas com o “fantasma” de que iriam PERDER A NOSSA MÃO-DE-OBRA que era tão apreciada em Jersey.
Nesta altura existiam já milhares de emigrantes sazonais madeirenses em Jersey. Existiam agências de viagens na Madeira e em Jersey especializadas nestas deslocações.
- D) VISITA DE UMA DELEGAÇÃO SINDICAL DE JERSEY À MADEIRA
No dia 24 de março de 1981 a Região recebeu o Sr. John Asdman, Membro do Comité de Duke of Edinburg para os estudos da comunidade britânica, Membro executivo do Partido Trabalhista responsável por todos os trabalhadores dos Condados de Mampshire,Wiltshire [ etc] e Ilha de Wight e Ilhas do Canal ; o Sr. Rene Liron , responsável distrital no domínio sindical de trabalho e pela integração da força de trabalho da Ilha de Jersey e o Sr. Sérgio da Silva, Presidente do Cathering Workers Section de Jersey.
Desta reunião resultou a revisão do tempo de contribuições para obtenção dos primeiros benefícios sociais e o pedido de alteração dos períodos para efeito de residência.
Foram revistas matérias sobre Saúde e Segurança Social e sobre Relações Internacionais nos vários domínios. Terá sido talvez esta a primeira reunião onde se notou uma enorme preocupação das autoridades inglesas e de Jersey sobre a nossa mão-de-obra e sobre o seu futuro, nomeadamente ao nível da sua proteção social.
- D) MOVIMENTO ASSOCIATIVO
MADEIRA CLUB – Era Presidente do Círculo Social Madeira Club o Sr. Aurélio Fernandes, mas quem nos recebeu foi o Sr. Gilberto Franco, empresário, que mais tarde foi nomeado Cônsul Honorário de Portugal em Jersey, Sr. Gilberto Franco.
A Comunidade Madeirense revindicava mais poderes negociais para o Centro do Emigrante. De outro modo, no dizer de alguns, não passaria de uma “agência de emprego precário “.
A renegociação dos contratos para a agricultura, para a horticultura e para a hotelaria teriam de ser mais valorizados.
Achavam interessante a criação de uma brochura (que mais tarde veio a ser produzida pelo próprio governo de Jersey) intitulada JERSEY- INFORMAÇÃO PARA AQUELES QUE DESEJAM TRABALHAR NA ILHA contendo esclarecimentos sobre : PERMISSÃO DE TRABALHO ; CONTRATOS OU TERMOS DE EMPREGO ESCRITOS; HABITAÇÃO ; SEGURANÇA SOCIAL; ÁGUA ; ELETRICIDADE; GÁS ;IMPOSTO DE RENDIMENTO;CUIDADOS MÉDICOS ; EDUCAÇÃO ;CRIME e CONTACTOS ÚTEIS contendo explicações sobre todas as condições de trabalho e de vida dos nossos emigrantes e que fosse acautelado o regresso dos sazonais à Madeira por forma a não perderem direitos, por exemplo ao Abono de Família para os seus descendentes deixados na Região durante as campanhas sazonais.
A explorabilidade desse benefício que mais tarde viemos a conseguir com o Governo de Guernsey em situação parecida. Ou seja, garantir o Abono de Família não obstante o lugar de trabalho dos respetivos progenitores.
Chegaram mesmo a apresentar a possibilidade de ser criado um seguro coletivo para os trabalhadores sazonais com a Lyolds Insurance que completasse, em algumas situações, os benefícios da Segurança social de Jersey.
- E) JERSEY FARMERS UNION
A Associação dos “farmeiros “empregava cerca de 300 madeirenses /ano. Com esta Associação eram controlados os alojamentos dos nossos trabalhadores. Os empresários que eram rendeiros das terras deveriam adquirir pré-fabricados para acomodação dos seus trabalhadores. Todos os empresários deveriam possuir informação em língua portuguesa particularmente para prevenir acidentes de trabalho e as campanhas sazonais passaram a ter uma duração mais alargada. Até às 10 semanas e os aumentos salariais seriam anuais e superiores à inflação
F – INTERLOCUTOR Governamental
O nosso interlocutor mais próximo do governo foi, durante anos, o “Chief Inspector of Immigration & Chief Passaport Officer,” Sr. John E.F. De Faye.
“IF THE SON SETS YOU FREE YOU WILL BE FREE INDEED “(John 8:36 NIV). Nunca esquecerei esta frase que li centenas de vezes no seu gabinete, nas muitas vezes que fui a Jersey. Num quadro celestial, enorme com o alaranjado do pôr do sol. Os meus olhos batiam na frase violentamente, não conseguia escapar à sua hipnótica textura. Era uma frase com carne e com sangue. Uma frase viva!
O Sr. De Faye tinha uma pala a tapar-lhe a concavidade do olho direito. Homem cordato. Amigo e amigo da nossa gente humilde e nobre, um homem diferente. Muito crente e muito bondoso. Tudo para ele tinha solução porque para Deus todos são Seus filhos e Seus Filhos prediletos.
Já com o Sr, de Faye comecei a ver o mundo que ele não via totalmente.: A questão da Língua Portuguesa em Jersey; a rápida nomeação de um Cônsul Honorário de Portugal de preferência madeirense (que viesse a substituir o vazio deixado pelo Sr. Ivo Alvarez antigo Cônsul de Portugal em St. Helier) e o ELEVAR desta COMUNIDADE aos píncaros da magistratura POLÍTICA e para interesse NÃO APENAS das nossas comunidades sazonais ou definitivas, mas ao nível das nossas duas regiões autónomas.
Principais PROTAGONISTAS na relação Madeira / Ilhas do Canal por essa altura;
Roger de C. Berry – Conselheiro Presidente do Board of Administration, Governo de Guernsey
John Galpin (Comité Intergovernamental Para as Migrações) supervisão dos contratos de trabalho para Jersey e para Guernsey, a exemplo dos trabalhadores sazonais de outras nacionalidades para outros destinos na Europa, uma “ferramenta” muito importante para as negociações com as autoridades e entidades patronais nas Ilhas do Canal.
João Baptista Vaz – Delegado /OIM – Madeira, pelas razões atrás apontadas
Roberto de Sousa – Delegado /OIM – Madeira quando o anterior delegado se aposentou
Hans Peter SIEBER – Recrutador Oficial de Trabalhadores da Península ibérica para a Suíça – Associações Patronais Suíças – contributo decisivo para o recrutamento da mão-de-obra madeirense para o Cantão de Zurique – a MELHOR EMIGRAÇÃO SAZONAL como tentei explicar.
José M. Amador – Vice-cônsul de Portugal em Londres. Um verdadeiro cavalheiro em matéria de proteção dos portugueses no UK, particularmente nas Ilhas do Canal.
Gilberto Franco – Cônsul Honorário de Portugal em Jersey
Aurélio Fernandes – Presidente do Madeira Club de Jersey
John Lees – Social Security Administrator
José Carlos Dias Gomes – Representante Consular em Guernsey. Chairman da Lusobar Limited e Presidente da Associação Portuguesa de Guernsey. Um “obreiro” a quem muito devo.
John E.F. de Faye – Chief Inspector of Immigration/Chief Passaport Officer – Governo de Jersey.
J.P.Allez – Customs and Excise Department – Governo de Guernsey.
- Phillips – Portuguese Employment Agency /Jersey
Michael H.De La Mare – Administrator States Insurance Authority/Guernsey
Stan Broard – Stan Broard Ltd – maior recrutador de Guernsey
Jersey Farmers Union -maior recrutador de Jersey
Leonard Shackell Holmes – President Jersey Farmers Union
Petralia – Guernsey Hotel & Cathering Employment Agency

A CHEGADA
Na foto de baixo: VISITA À MADEIRA DE ROBERT BARTLET responsável pelos pelouros do Trabalho e Segurança Social na Ilha de Guernsey (D. Notícias 04 de abril de 1989)
Na foto de cima: ENVOLVIMENTO DOS GOVERNOS
Mike Wavell – Presidente do Comité de Defesa
Senador Jeune
Senador Dick Shenton
Três figuras nucleares para o desenvolvimento de um RELACIONAMENTO ENTRE AS DUAS REGIÕES
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