A Comissão Municipal de Protecção Civil do Funchal, reunida hoje, no CIGMA- Centro Integrado de Gestão Municipal Autónomo, deliberou avançar com a constituição de dois órgãos “importantes”, visando criar sinergias em resposta às situações de emergência no Município do Funchal, anuncia a autarquia.
Serão criados o Centro Coordenador de Operações Municipais (CCOM), e o Centro Municipal de Operações de Socorro (CMOS), revelou a presidente da Câmara Municipal do Funchal, Cristina Pedra, após o encontro.
O primeiro é “um órgão de coordenação institucional e operacional com as entidades necessárias às operações de socorro e emergência, quando accionado por parte da Câmara Municipal do Funchal o Plano Municipal de Emergência, garantindo deste modo os meios considerados adequados à gestão das situações em concreto”.
Cristina Pedra diz que anteriormente numa situação de ocorrência grave eram solicitados todos os “quadros” com as diversas competências mesmo que algumas delas não tivessem que ser necessárias. Com este órgão, sublinhou, a intervenção será mais” ágil” e “rápida” evitando a multiplicidade de agentes, assegura.
Já no que concerne ao Centro Municipal de Operações de Socorro, Cristina Pedra realça que este “órgão arrojado e inovador” na Região assumirá o comando das operações que neste momento cabe ao Serviço Regional de Protecção Civil, nomeadamente no que toca à afectação de meios para as diferentes ocorrências que tenham lugar no Município, isto é, o despacho de meios para o socorro no Funchal passa a ser feito por um único comando, neste caso pelo Centro Municipal de Operações de Socorro, fazendo parte deste os Bombeiros Voluntários Madeirenses, os Sapadores do Funchal e a Cruz Vermelha Portuguesa.
Para o munícipe o contacto para o 112 mantém-se, mas em vez de passar pelo Serviço Regional de Protecção Civil passa a existir um contacto directo com o Serviço Municipal de Protecção Civil, o que dá uma maior capacidade de resposta às situações, que no caso de ser esgotada, segue o nível superior de intervenção do Serviço Regional de Protecção Civil, conforme sublinhou Cristina Pedra, realçando que o objectivo é “agilidade dos meios e existir um canal único na proteção civil”.
Cristina Pedra adiantou que as criações destas estruturas decorrem do Decreto Legislativo Regional aprovado no ano passado.
A revisão do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil do Funchal, aprovado, hoje, por unanimidade, pela Comissão Municipal de Proteção Civil, órgão que reúne várias entidades, vai a reunião de Câmara na próxima quarta-feira.
O documento será submetido a consulta pública, por um prazo de 30 dias, seguindo depois para apreciação e votação em reunião da Assembleia Municipal.
Cristina Pedra prevê para Janeiro de 2025 a entrada em funcionamento das novas estruturas de protecção civil municipal no Funchal, conclui um comunicado da edilidade.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






