Memória esgotada nos responsáveis pelo Funchal

 

Rui Marote
A nossa reportagem de ontem sobre o “Show de Ratazanas” na Avenida do Mar está a ser muito comentada nas redes sociais. E, pura coincidência, também ontem dia 27, o Facebook alertou-nos para o facto curioso e para a coincidência de uma rubrica intitulada “Crónica Urbana” do Funchal Notícias (um dia falarei do motivo do desaparecimento destas crónicas), cujo tema, era, precisamente, a proliferação de ratos na baixa funchalense, ter sido publicada há exactamente 8 anos. Ou seja, em quase uma década, nada mudou!
Quando elaborámos há 8 anos, um texto sobre as ratazanas estávamos longe de pensar  que no mesmo dia e passados oito anos iríamos tocar a mesma música. Para o leitor recordar deixamos o link:
Qualquer semelhança é pura coincidência…
Os políticos e governantes esgotaram a memória e não é possível comprar esse bem precioso que Deus nos deu gratuitamente. Quando na nossa casa estamos ao computador aparecem-nos de vez em quando uns alertas de que “está esgotar-se o seu armazenamento e em breve deixará de poder enviar emails”.
Para o nosso cérebro não podemos comprar mais memória. Isso acontece em especial com os governantes e políticos embora alertados fazem “orelhas moucas”,
tapando os ouvidos ou fingindo que são momentaneamente surdos.
Oito anos decorridos há alertas cuja solução não foi concretizada e tudo se mantém na mesma.
“A nova marina, junto ao cais 8, concluída há mais de 2 anos, aguarda concurso publico  para ser dada de exploração. Esteve largo tempo encerrada, até que a APRAM  a abriu  para estacionamento (pago) às embarcações turísticas que fundeavam ao largo entre o cais do Funchal e Pontinha, e que vinham dificultando as manobras de atracagem dos navio de cruzeiro. Sem ‘toilettes’ e sem instalações de apoio ao embarque de turistas, que se processa ao sol e à chuva, os melhoramentos nos ‘fingers’ onde estão amarrados os catamarãs e a nau de Santa Maria foram custeados pelos proprietários dos barcos ali estacionados”, referia então.
Esse concurso público a que acima nos referimos, não ata nem desata: está no fundo da gaveta a a aguardar que a nova administração, a entrar em funções resolva. A nova administração entrou e tudo o que atrás está escrito não mudou uma virgula.
Será que no fundo da “gaveta” os papéis evaporaram-se??? A única coisa que sabemos é que caixão não tem gaveta. Vamos continuar a alertar e a denunciar…
Hoje é vira  e toca o mesmo disco com as obras das novas instalações da velha marina. Os velhos utentes e os novos desesperam pela abertura do concurso, e muita tinta ainda vai correr no papel.

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