Mais de 80 inscritos no 65º Rali Vinho da Madeira

foto arquivo

De acordo com uma informação da organização, mais de 80 concorrentes formalizaram já a sua inscrição no período com desconto, que terminou na passada semana, da 65ª edição do Rali Vinho da Madeira.

A organização do Club Sports da Madeira, que estará na estrada entre os dias 1 e 3 de Agosto, foi hoje formalmente apresentada e promete reunir vários nomes sonantes do automobilismo nacional e internacional pois o período para inscrições termina a 15 de Julho.

Entre aqueles que já manifestaram a sua intenção de participar na prova estão 21 dos 24 pilotos que habitualmente disputam o Campeonato de Portugal de Ralis e, como tal, também Kris Meeke com um Hyundai i20N Rally2. Entre os estrangeiros, destacam-se, no lote já confirmado, o italiano Simone Campedelli com um Skoda Fabia RS Rally2 e o belga Joachim Wagemans em Alpine A110 RGT, refere uma nota à imprensa.

José Paulo Fontes, presidente da comissão organizadora do evento, frisou “o apoio da subvenção pública, que é fundamental para os objectivos de promoção que têm sido garantidos, ininterruptamente, desde 1959. Para além disso, não há evento que combine tão bem promoção no exterior e festa popular. Trabalhamos para manter a enorme projecção internacional que detemos”, afiançou.

Já foi ultrapassado o limite regulamentar de 80 concorrentes inscritos, dos quais 54 são da região e os outros externos, acrescenta-se.

O Rali “deverá voltar a ser muito animado pois terá condutores do FIA European Rally Trophy, pilotos estrangeiros e ainda cerca de 15 da Peugeot Rally Cup Ibérica, uma competição que, já em 2022, trouxe ainda maior emoção”.

Por razões de contenção, o percurso e programa serão os mesmos do ano transacto.

Apenas no segundo dia, a prova especial do Palheiro Ferreiro, que passa no Chão da Lagoa, vai até ao Poiso e desce para o Chão das Feiteiras, num percurso com cerca de 24 km. “Com 80 pilotos teremos atenção com a segurança da prova, um dos vectores que será mais trabalhado”, afiança a organização.

Segundo o CSM, outra grande preocupação é a sustentabilidade ambiental. O combustível dos Rally2 (R5) será 100% sintético e sem emissão de gases poluentes.

“Vamos tornar este evento mais amigo do ambiente e contamos com a colaboração de todos os adeptos que vão estar na estrada. Vamos abolir todas as mangas plásticas, dando informação ao público dos lugares onde se pode ou não colocar. Vamos trabalhar bastante na informação desta alteração. Neste particular, estarão duas delegadas ambientais da FIA na ilha”, disse Fontes.

Por seu turno, Bruno Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, salientou o apoio da autarquia e destacou acontecimentos marcantes da prova, como a super-especial na Avenida do Mar, “um dos eventos que mais pessoas reúne na cidade”.

“É aberta nova excepção para a utilização do Parque Ecológico do Funchal, local onde também há a tradição antiga de acampar naquela zona, que queremos salvaguardar. Este é um evento de grande importância turística, com um peso enorme na economia local. Lançamos o repto a todos os empresários no sentido de evitar a utilização do plástico”, pediu.

O secretário regional da Economia, Turismo e Cultura afirmou, por seu turno, que “o Rali Vinho da Madeira, que é uma instituição, não só pela longevidade mas pelo engenho que é preciso para responder às várias conjunturas em que a prova se tem realizado de forma ininterrupta”.

No seu entender, “esstão reunidas todas as condições para que seja mais uma edição de grande sucesso para o Club Sports da Madeira e, em consequência, para a região autónoma. É um gosto, um prazer e um dever se associar a esta manifestação pública que é o maior evento no envolvimento da população e tem uma particularidade que merece ênfase redobrado. É um evento perfeitamente descentralizado pois percorre toda a ilha da Madeira e acaba por deixar em toda a economia local, desde o alojamento à restauração, passando por tantas outras atividades, o seu contributo”, assegurou.

“A Madeira encontra-se num processo de certificação do destino em termos de sustentabilidade, já ultrapassámos dois níveis adentro daquele que é o parâmetro da Prata, visando atingir o nível Ouro até 2027. É extraordinariamente importante que este cuidado esteja incorporado em qualquer organização e que esta prova possa também contribuir para a conquista de tal objectivo”, concluiu.


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