JPP critica compadrios mas também os “partidos centralistas”

O candidato do JPP Élvio Sousa levou a sua campanha hoje até ao concelho da Calheta, criticando as “mordomias” de alguns privilegiados e prometendo combater a corrupção e o compadrio. Segundo afirmou, o “Juntos Pelo Povo” tem sido o partido mais eficaz na fiscalização ao actual Governo Regional, do PSD e CDS, apoiado pelo PAN.

Sublinhando o facto de o JPP ser um partido “genuinamente regional, desvinculado dos partidos e interesses centralistas”, Élvio Sousa apelou: “A escolha deve recair sobre um partido verdadeiramente da Madeira, que representa todos os madeirenses e porto-santenses”.

Frisou ainda o programa de reformas do JPP, “que passa por um governo com cinco secretarias, um programa de redução da despesa de 50 milhões ao ano”, e voltou a levantar a bandeira do JPP de “ter um ferry negociado com Canárias” e a abertura de um concurso público internacional para a operação portuária, visando baixar preços e reduzir o custo de vida.

O líder do JPP criticou as “mordomias” existentes, como a acumulação de reformas com vencimentos, e prometeu acabar com “essa vergonha que existe pela não revisão do estatuto há mais de 20 anos. Vamos definir um regime de incompatibilidades e impedimentos, algo que este governo prometeu em 2015 juntamente com o CDS e não cumpriu”, afirmou.

Élvio Sousa condenou também a atitude que considera arrogante de outros partidos: “É momento também para mostrar que o JPP, ao contrário de outros partidos, não está com manias de grandezas que veem a escolha política na Madeira como uma disputa entre PS e PSD. Essa é uma postura de falta de humildade e de submissão aos partidos centralistas, que continuam a escravizar o povo da Madeira”, asseverou.

O JPP é um partido que nasceu na Madeira e está “livre das influências centralistas de Lisboa”.


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