Casa de Saúde Câmara Pestana celebra centenário das Irmãs Hospitaleiras

Amanhã, dia 9 de Maio, a Casa de Saúde Câmara Pestana dará início à abertura das celebrações do Centenário da chegada das lrmãs Hospitaleiras à Madeira, cujos 100 anos se completarão na 9 de Maio do próximo ano.

O momento será marcado pela celebração de uma Eucaristia na Capela da lnstituição, pelas 10h30, presidida pelo bispo do Funchal, e com a participação de entidades governamentais, religiosas, civis, judiciais, militares e ainda de toda a comunidade hospitaleira, refere um comunicado. Seguir-se-á um Madeira de Honra.

As lrmãs Hospitaleiras vieram para a Madeira a convite da Junta Geral do Funchal, na pessoa do Dr. Vasco Gonçalves Marques, para assumirem a gestão do então “Manicómio Câmara Pestana”, que se encontrava num profundo estado de degradação, tanto em relação às estruturas físicas, como no que diz respeito ao
cuidado das 31 doentes que se encontravam internadas. Segundo descrição das próprias irmãs que aqui chegaram, as doentes dormiam no chão como animais e revelavam profunda negligência dos seus cuidadores.

Passados 13 anos da entrega da Casa de Saúde às lrmãs, em 1938, o Dr Vasco Marques visitou a lnstituição e deixou registado no Livro dos Visitantes ter cumprido “um dever de humanidade ter entregue o Manicómio às admiráveis lrmãs Hospitaleiras…!”

Hoje a Casa de Saúde tem a lotação de 376 camas, 314 colaboradores e intervém em 5 áreas: Curto e Médio lnternamento (2 unidades), Deficiência lntelectual (2 unidades), Psicogeriatria (4 unidades), Reabilitação Psicossocial (2 unidades internas e 2 unidades de vida autónoma na comunidade) e Cuidados Continuados
de Longa Duração (1 unidade).

“Com um estilo próprio de intervenção assente no Modelo Hospitaleiro, que defende a perspectiva integral da pessoa e o maior respeito pela sua dignidade, identifica-nos e diferencia-nos a vivência e defesa de princípios e valores, assentes na ciência e na humanização dos cuidados. O doente é o centro de toda a nossa acção, tal como há 99 anos, em que as lrmãs vieram trazer um abraço
libertador”, assegura a instituição.


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