O JPP veio revelar, após contactar diversos taxistas, que continuam a haver pagamentos em atraso, relativos ao transporte de doentes não urgentes. Os prestadores abrangidos concederam serviços em conformidade com os princípios enunciados no protocolo e de acordo com as regras e procedimentos implícitos à contratação pública e agora veem-se prejudicados com atrasos que chegam a um ano, diz o partido.
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do JPP, Patrícia Spínola, alerta portanto o SESARAM para a urgência da regularização destes pagamentos. A melhoria deste serviço só é possível se todos os envolvidos actuarem em conformidade com o preconizado, num entendimento que não lese os utentes que necessitam de transporte para as suas consultas e tratamentos.
Por outro lado, mantêm-se também os problemas de pontualidade na recolha dos doentes nas suas casas, muitos deles à beira da estrada, após percorrerem veredas, sujeitos às condições climáticas e falta de apoio nas necessidades básicas e alimentação que essas horas de espera causam. Outras vezes, perdem a marcação que tinham devido ao transporte ser cancelado em cima da hora, prejudicando a sua recuperação.
A dirigente do JPP afirma ainda que as viaturas do SESARAM, para o mesmo fim, ficam muito tempo paradas em oficinas por falta de pagamento de trabalhos anteriores, muitas vezes com problemas de manutenção de baixo custo. Esta situação aumenta a despesa com este sector, devido ao recurso a serviços externos, e inviabiliza a optimização de recursos.
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