Medicamentos que faltam no Hospital estão em rutura nacional

Face às críticas do JPP quanto à falta de medicamentos para doentes oncológicos no SESARAM, o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira vem classificar essas declarações como “aproveitamento político”, porque alega que os medicamentos em questão estão em rutura nacional, ou seja, estão a faltar em todo o país.

“No Formulário Hospitalar de Medicamentos constam 2700 produtos farmacêuticos. No dia de hoje, 5 de Abril, aguardamos a receção de três medicamentos, devido a ruturas nos fornecedores adjudicados, sendo que alguns destes, são exclusivos, não havendo assim, um fornecedor alternativo”, refere o Serviço de Saúde.
“A falta de medicamentos citada pelo JPP, não é uma falta específica do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Os medicamentos em causa estão em rutura nacional. O SESARAM, EPERAM, lamenta e condena o aproveitamento político desta situação que é totalmente alheia à instituição”, prossegue o comunicado divulgado à imprensa.

Os medicamentos em rutura são, Letrozol 2’5 mg, Megestrol suspensão oral e Everolimus 10mg.

O SESARAM diz que perante as situações de rutura de fármacos, sempre que possível, aciona alternativas em articulação com o médico assistente.
O medicamento Everolimus 10mg, está a ser substituído por dois comprimidos de 5mg, o Megestrol suspensão oral, que está em rutura, está a ser disponibilizado em comprimidos, afirma-se.
“Relativamente ao medicamento Letrozol, que está em rutura no fornecedor, informamos que o Serviço de Saúde já recorreu, a 9 de Fevereiro, a um distribuidor local, que disponibilizou todas as caixas do fármaco que tinha em stock para a farmácia distribuir rateadamente aos utentes. No dia de ontem, 4 de abril, foram adquiridas cinco caixas deste fármaco a um distribuidor local.  Estes medicamentos, que se destinavam às farmácias locais da Região, foram distribuídos rateadamente aos utentes”, prossegue a nota do SESARAM.
“Face ao exposto, e estando em rutura no fornecedor, efetuou-se nova consulta para outros laboratórios, tendo sido adjudicado à farmacêutica “Accord” 9.660 comprimidos, que chegarão à Farmácia Hospitalar, a qualquer momento”, promete-se.

“Recordamos que o Serviço Regional de Saúde mantém um forte investimento na área do medicamento. São despendidos anualmente mais de 90 milhões de euros em medicamentos, através do SESARAM, EPERAM e, em comparticipações através do IASAÚDE”, conclui o comunicado.


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