Esta foi para mim uma maneira surpreendente de encerrar esta série de reportagens sobre as minhas viagens nas Filipinas, pois não fazia parte do meu planeamento elaborado. Mas descobri que nos roteiros turísticos a visita ao cemitério americano é uma oportunidade importante de relembrar parte da história deste país.
O cemitério e o Memorial Americano estão localizados em Taguig, região metropolitana de Manila, dentro dos limites do antigo Forte William Mckinley.
Lembra o horror e a destruição vivida na capital das Filipinas durante a Segunda
Guerra Mundial.
Aqui se podem encontrar jardins muito bonitos e preservados, numa zona onde se encontram 17.000 lápides de militares dos EUA que morreram na área das Filipinas na Segunda Grande Guerra, e em conflitos mais recentes.
Mais de 36.000 nomes estão gravados nas paredes do monumento. As Filipinas, que então eram território dos EUA, foram ocupadas pelos Japoneses e mantidas até 1945 com o brutal bombardeio de Manila.
Mais de 100 mil civis morreram na batalha conhecida como a libertação de Manila, numa combinação do bombardeio americano e das acções desesperadas dos soldados japoneses que tinham recebido ordens de matar o maior número de Filipinos que pudessem.
Manila foi arrasada em consequência de ser uma colónia americana. A cidade acabou cheia de corpos e doenças e os americanos arrasaram com escavadeiras todo o Intramuros e jogaram ao Rio Pasig.
Dizem os Filipinos sobre os americanos: “Nós gostamos deles mas ao mesmo tempo detestamo-los”. Crises identitárias causadas pela longa ocupação norte-americana, que durou de 1898 a 1946. Quanto ao cemitério, é um lugar de visita imperdível. E as imagens expostas no memorial convidam a uma visita virtual de homenagem aos heróis americanos da 2ª Guerra.
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