A candidatura do JPP esteve ontem no Porto Santo para abordar problemas relacionados com a dupla insularidade e para garantir que “com a sua voz livre, genuína e de causas, os problemas dos porto-santenses e madeirenses vão finalmente chegar à República”.
Filipe Sousa acusou os sucessivos governos, que se têm dividido entre PS e PSD, de nada terem feito para resolver questões históricas relativas à mobilidade entre as duas ilhas e para acautelar os direitos da população.
Este candidato do JPP, que esteve precisamente a ouvir os porto-santenses nesta sua deslocação, deu o exemplo de vários problemas concretos relacionados com o transporte aéreo e marítimo.
Nos casos de doença, Filipe Sousa mencionou um cidadão que teve necessidade de ser transportado pela Força Aérea para a Madeira, mas depois da alta teve de pagar do seu bolso para regressar a casa e junto à família: “Pagou 130 euros do seu bolso, porque foi completamente abandonado. Aqui está um exemplo claro de que os Governos da República, que sempre oscilaram entre o PS e o PSD, não acautelaram esta dificuldades para os residentes desta ilha”.
Por outro lado, realçou que ouve o PSD criticar o PS ao nível nacional sobre esta matéria, mas esquece-se de também criticar o Governo Regional que na concessão da linha marítima deixa todos os anos os porto-santenses sem transporte marítimo no mês de Janeiro, interrompendo a continuidade territorial.
“Isto cria diversos problemas na vida privada e na esfera económica. Ainda há pouco um senhor falava-me que está a construir a sua casa e que no mês de Janeiro as obras tiveram de parar porque os empreiteiros não tinham materiais, nem forma de os transportar para a ilha”, afirmou o candidato do JPP.
Nem os Governos PS e PSD resolveram estes e outros problemas, nem os deputados na República, desses mesmos partidos, levaram estas preocupações aos centros de poder nacional, acusou. Um cenário que, promete, será alterado se a população der uma oportunidade ao JPP.
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