Pedro Coelho critica nova prorrogação da linha aérea inter-ilhas

Assinalando “a incúria, a irresponsabilidade e a falta de respeito” que o Governo da República, em seu entender, tem tido para com a população do Porto Santo, o cabeça-de-lista pela coligação “Madeira Primeiro” criticou, hoje, o facto do Estado ter optado por mais uma prorrogação na linha aérea Madeira – Porto Santo, neste caso até 22 de Abril, ao invés de assumir, conforme já por diversas vezes prometeu, uma solução estável e a médio prazo para esta ligação inter-ilhas.
Pedro Coelho denuncia esta “falta de compromisso que prejudica, gravemente, os Porto-Santenses no seu direito à mobilidade, mas, também, a estabilidade do sector turístico e o desenvolvimento que é desejável à economia local e que é inadmissível, até porque “não podemos viver de sucessivas prorrogações deste contrato”, tanto mais quando, por mais prorrogações que se façam, a verdade é só uma: é impossível marcar viagens aéreas para o Porto Santo em Maio, Junho ou na época do Verão.
 “Aqui no Porto Santo vivem Portugueses”, disse Coelho, acrescentando que, fruto do desrespeito que impera do lado da República, o Porto Santo seria, de 24 de Fevereiro a 24 de Março, “a única Ilha Portuguesa que não teria ligação directa ou indirecta ao continente Português”, dado que as ligações directas ao continente só serão retomadas pela TAP a 1 de Abril e, uma semana antes, pela Easyjet.
De visita à “Ilha Dourada”, Pedro Coelho sublinhou que dois responsáveis políticos – Pedro Nuno Santos, actual secretário-geral do PS e candidato a primeiro-ministro e João Galamba, que esteve de visita ao Porto Santo em Junho de 2023 – garantiram que iam fazer um novo contrato e resolver, cabalmente, o problema, o que acabou por não acontecer.
“A verdade é que temos um Governo Socialista que é célere em injectar 3,2 mil milhões de euros na TAP e que agora certamente irá pagar uma indemnização choruda à Ex CEO da TAP, mas nunca é célere em resolver os problemas ou, ainda menos, em cumprir o que promete”, disse, deixando claro que este tratamento discriminatório contou com a conivência dos eleitos pelo Círculo Eleitoral da Madeira do PS, que “nunca tiveram uma palavra para com o povo do Porto Santo”.
“Viemos aqui demonstrar a nossa solidariedade com o povo do Porto Santo, e aquilo que garantimos é que seremos a voz, ainda mais alta, dos Porto-Santenses na República”, rematou o cabeça-de-lista.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.