A concelhia do Funchal do PS entende que o executivo da Câmara Municipal do Funchal está comprometido, na sequência do processo judicial sobre suspeitas de corrupção que envolvem Pedro Calado e que já levaram à sua demissão do cargo de presidente da edilidade.
Ontem, na reunião da comissão política concelhia, os socialistas analisaram, com preocupação, os acontecimentos decorridos desde o passado dia 24 de Janeiro, data em que se desenrolou a operação judicial que culminou com a constituição de arguido e a detenção de Pedro Calado. Uma situação de enorme gravidade que leva Isabel Garcês a considerar que “o executivo da Câmara Municipal do Funchal está extremamente fragilizado e comprometido”.
O PS recorda, a propósito, que Pedro Calado é suspeito dos crimes de corrupção passiva, peculato, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, participação económica em negócio, abuso de poderes e tráfico de influência, fazendo notar também que o executivo municipal já teve intenção de suspender o Plano Director Municipal, manifestando mais recentemente o intuito de o rever, quando sobre ele recaem suspeitas de favorecimentos no âmbito dos projetos urbanísticos previstos para zona da Praia Formosa.
A presidente da Concelhia recorda que os deputados municipais do PS “há muito que vêm alertando para a falta de transparência” nos procedimentos e para a “má qualidade da democracia deste executivo”, que dificulta o acesso dos funchalenses às reuniões públicas.
Isabel Garcês alerta também para o facto de a insegurança na cidade ter vindo a aumentar, assim como a toxicodependência e o número de pessoas em situação de sem-abrigo, criticando a autarquia por teimar em não implementar a Polícia Municipal.
Acrescenta ainda que o PS “continuará a exercer o seu papel fiscalizador e a reunir todos os esforços para que a credibilidade das instituições democráticas seja preservada, em prol dos interesses dos funchalenses”.
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